Política

Áudios de Lula mostram tentativas de interferir na Lava Jato, diz Ministério Público

O Ministério Público não detalha exatamente a quais áudios se refere, citando-os de forma geral -  foto: reprodução

O Ministério Público não detalha exatamente a quais áudios se refere, citando-os de forma geral – foto: reprodução

Em uma petição enviada nesta quarta-feira (16) ao juiz Sergio Moro, os procuradores da força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba afirmam que os áudios interceptados do ex-presidente Lula e pessoas relacionadas mostram tentativas de interferir nas investigações.

“Constam conversas que denotam estratégias para turbar as investigações envolvendo Luiz Inácio”, escreveu o Ministério Público Federal.

No documento, porém, o Ministério Público não detalha exatamente a quais áudios se refere, citando-os de forma geral.

Os procuradores citam a delação premiada do senador Delcídio do Amaral (ex-PT-MS), em referência à tentativa do ministro da Educação Aloizio Mercadante em impedir sua delação, e comparam ao caso das interceptações envolvendo Lula.

Por isso, os procuradores dizem: “Também existem diálogos que envolvem ministros de Estado, e em que os interlocutores aduzem ser possível a interferência na presente investigação”.

É uma referência ao então ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, que aparece nas conversas.

E completam: “As informações inicialmente identificadas, a par de correlatas com a investigação empreendida, tornaram-se mais consistentes quanto a uma eventual ingerência de pessoas detentoras de foro por prerrogativa de função no curso das apurações”.

Por ter se deparado com ministros, que têm foro privilegiado, o Ministério Público pede o envio das informações à PGR (Procuradoria Geral da República) -a petição foi antes da oficialização de Lula como ministro.

No documento, os procuradores também escrevem que os investigados tiveram acesso privilegiado a informações sigilosas. Dizem que há nos áudios “conversas relativas à mobilização de grupos com o fim de instigar manifestações públicas contra a presente investigação, denotando o acesso às medidas sigilosas quando ainda tramitavam em segredo de Justiça”.

Por Folhapress

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