Política

Audiência na CMM debate políticas públicas para portadores de DST’s

A ação debateu com representantes do Município e Estado e associações mecanismos para minimizar casos das DSTs no Estado - foto: divulgação/CMM

A ação debateu com representantes do Município e Estado e associações mecanismos para minimizar casos das DSTs no Estado – foto: divulgação/CMM

A criação de uma frente parlamentar mista de enfrentamento e defesa dos direitos da pessoa com Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs), em especial, o vírus HIV e Tuberculose no âmbito municipal, como mecanismo de contribuição para as discussões de políticas públicas, junto aos órgãos governamentais, instituições de apoio e ONGs, foi a proposta apresentada pela vereadora Rosi Matos (PT), durante audiência pública, realizada no seio da Comissão de Saúde (COMSAU), na manhã desta quinta-feira (11), na Sala de Comissões da Câmara Municipal de Manaus (CMM).

A ação, uma iniciativa de Rosi Matos, debateu com representantes do Município e Estado, associações e ONGs mecanismos para minimizar o aceleramento das DSTs no Estado, e principalmente na capital.

Durante a discussão, Rosi Matos defendeu que a criação da frente parlamentar é um mecanismo importante para debater o enfrentamento e defesa dos direitos da pessoa com as DSTs e tuberculose e análise do público-alvo da ação. A parlamentar acrescentou, ainda, que a iniciativa objetiva criar condições políticas a promoção do exercício pelo dos direitos das pessoas vitimadas.

“A frente parlamentar vai contribuir com as ONGs e associações de apoio ao combate a essas doenças. O nosso papel é fiscalizar os recursos, visto que, temos uma defasagem na falta de medicamentos e preservativos de má qualidade” disse a vereadora, ao acrescentar ainda, que a ideia é juntar a sua proposta com o projeto de lei em tramitação na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), de igual teor, de autoria do deputado estadual Luis Castro (PPS).

Números

A coordenadora Estadual de DST/AIDS da Fundação de Medicina Tropical, a médica Silvana Silva, destacou que é preciso reunir esforços no sentido de melhorar a política de atenção às pessoas portadoras de DSTs e AIDS no Estado, uma vez, que o Amazonas está em segundo lugar no ranking de taxas de detecção de casos de AIDS, perdendo apenas para o Estado do Rio Grande do Sul (RN). Enquanto que Manaus está em terceiro lugar entre as capitais brasileiras. “É um número preocupante, porque as pessoas estão sendo infectadas por um vírus, que se não for tratado adequadamente, leva ao óbito”, alertou a médica.

“Nesses 30 anos de epidemia no Brasil, temos mais de 11 mil casos registrados no Amazonas, mais de 80% concentrados na capital”, observou Silvana Silva, ao questionar o aumento dos casos concentrado em Manaus. “Porque a capital, que tem toda uma infraestrutura de recursos financeiro, unidades de saúde, profissionais e facilidade de acesso, ainda há esse aumento concentrado. Estamos precisando de uma política de prevenção que conscientize as pessoas, aumentar ainda mais os diagnósticos”, disse Silvana.

A médica observou, ainda, que hoje, as pessoas têm disponível o teste rápido para o vírus HIV confirmado na hora. “Temos que melhorar o acesso e a população deve procurar, o quanto antes, as unidades de saúde disponíveis para evitar a doença e, consequentemente a morte. “Assim, vamos também evitar a transmissão do vírus, uma vez que se trata é zerada a carga viral no organismo evitando a transmissão para outra pessoa”, alertou a médica.

A coordenadora Municipal de DSTs do Departamento de Vigilância Epidemiológica e Ambiental, Adriana Souza, destacou que vários fatores levaram o aumento das DSTs na capital, um deles, é a ampliação da rede dos diagnósticos para diminuir os óbitos. Ela ressalta que o serviço está disponibilizado nos Serviços de Atenção Especializada (SAIs), com medicamentos disponibilizados pelo Ministério da Saúde.

Prevenção

De acordo com Silvana, no ano passado foram distribuídos mais de 6 milhões de preservativos, com atuação em todas as datas marcantes ao longo do ano. “O trabalho começa no período de Carnaval, em julho na campanha de combate a hepatite viral, em outubro no combate à Sífilis e no Dia Mundial de Combate à AIDS”, pontuou Adriana, que considerou importante a criação da frente mista parlamentar. “É mais uma proposta que poderá garantir os recursos para continuar os trabalhos”, concluiu a coordenadora.

 

Com informação da assessoria

 

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