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Audiência do homem que estuprava e promovia rituais satânicos, no AM, ocorre nesta terça

O ajudante de pedreiro Renato Fragata, 30, será ouvido junto com as testemunhas pelos Ministério Público e a Justiça, sobre as acusações de estupro. foto: Mairkon Castro

O ajudante de pedreiro Renato Fragata, 30, será ouvido junto com as testemunhas pelos Ministério Público e a Justiça, sobre as acusações de estupro. foto: Mairkon Castro

O juiz titular da 1ª Vara do município de Iranduba, Josernildo Dourado do Nascimento vai presidir amanhã terça-feira (14), a partir das 9h, a audiência de instrução do processo de estupro contra quatro adolescentes dos municípios de Iranduba e Parintins.

Nesta primeira audiência de instrução, devem ser ouvidas 14 testemunhas e familiares das vítimas.

De acordo com o Ministério Público, o causado, identificado como Renato Fragata, mantinha relações com as adolescentes, alegando possuir “poderes mágicos” que seriam transmitidos para as adolescentes durante o ato sexual.

A instrução penal será presidida pelo juiz titular da 1ª Vara de Iranduba, Jorsenildo Dourado do Nascimento, com a inquirição das vítimas, sendo ouvidas as testemunhas de acusação e defesa. O último a ser ouvido será o acusado. Após o Ministério Público e a defesa do acusado apresentarem as alegações finais, o processo estará pronto para julgamento..

 

Relembrando o caso

O ajudante de pedreiro Renato Fragata, 30, foi preso no dia 8 de dezembro de 2014, em Parintins (a 369 quilômetros de Manaus), suspeito de praticar atos satânicos e magia negra, além de estuprar pelo menos 68 adolescentes em dois municípios do Amazonas.

Conforme a polícia, o homem iniciou seus crimes em Parintins e continuou a agir em Iranduba (distante 27 quilômetros da capital).

A prisão de Renato foi resultado de três meses de investigação dos policiais civis da 31ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP) de Iranduba e ocorreu sob mandado de prisão expedido em 4 de dezembro, pela juíza da 1ª Vara de Execuções Penais da mesma comarca, Rosália Guimarães.

De acordo com o delegado titular do 31º DIP, Paulo Mavignier, as investigações iniciaram quando a principal gestora da escola do município, que não teve o nome divulgado, procurou a polícia para denunciar um suspeito que estaria rondando as imediações da escola e convidando as adolescentes, de idades de 13 a 17 anos, para participar de um suposto grupo de dança de rua.

Conforme o delegado, durante os encontros do grupo, Renato instruía as meninas dizendo que teriam que passar por três etapas específicas para se tornarem um membro da seita: duelo de orações satânicas baseadas no livro ‘São Cipriano’; beber sangue de animais; matar desafetos e manter relações sexuais com ele.

 

Jovens e virgens

Segundo uma vendedora de 40 anos, que não quis se identificar, sua filha foi uma das vítimas do satanista estuprador. “Ela frequentou o cemitério onde a seita se reunia, geralmente à noite. Nesses encontros, ele convidava as meninas mais velhas e que não eram virgens a se retirarem do grupo, porque para ele só serviam as virgens”, pontuou a senhora.

Em depoimento, Renato disse friamente que, em Parintins, manteve relações com pelo menos 50 adolescentes e com mais 18 jovens em Iranduba. Ele informou que as vítimas eram obrigadas a beber sangue de animais mortos e frequentar cemitérios, onde eram cometidos atos de magia negra.

“Eu me inspirei no livro São Cipriano e represento Lúcifer na terra”, declarou Renato, durante sua apresentação no 31º DIP, em Iranduba.

O suspeito foi autuado pelos crimes de corrupção de menores, estupro de vulnerável e publicação de fotos de adolescentes. Ele permanecerá na carceragem do 31º DIP, onde ficará à disposição da Justiça.

Por Mairkon Castro

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