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Audiência do caso de veterinário assassinado é adiada para dezembro

A audiência foi adiada por conta da ausência do promotor de Justiça, Ednaldo Aquino, por motivos de saúde - foto: divulgação

A audiência foi adiada por conta da ausência do promotor de Justiça, Ednaldo Aquino, por motivos de saúde – foto: divulgação

A família do veterinário Fernando Augusto de Souza Moura, 72, terá que aguardar por mais um mês pela audiência de instrução dos envolvidos no crime. Fenando Augusto foi assassinado e encontrado morto em um igapó, no município de Iranduba (a 27 quilômetros de Manaus), no dia 26 de agosto de 2014. A audiência de instrução do processo, marcada para ocorrer na manhã desta terça-feira (3) no Fórum Henoch Reis, no bairro Aleixo, Zona Centro-Sul, foi adiada para o dia 3 de dezembro.

De acordo com informações da secretaria da 2ª Vara do Tribunal do Júri, a audiência foi adiada por conta da ausência do promotor de Justiça, Ednaldo Aquino, por motivos de saúde. A secretaria informou ainda que o julgamento do caso deverá ocorrer em 2016.

Para o filho da vítima, o gerente administrativo Rodrigo Moura, 30, a demora no processo pode ser prejudicial no valor da pena. “O homem que matou está em casa e quando sair a sentença ele vai cumprir bem pouco do tempo estipulado, porque mesmo em casa, já está contando. É apenas uma decisão judicial, pois a pessoa assumiu que matou e inclusive mostrou o local”, declarou.

Moura disse ainda que todos os envolvidos merecem cumprir pena. “Foi uma combinação. Não tem essa de culpar apenas um, todos os que estiverem envolvidos merecem pagar. Todos têm passagem pela polícia e soltos são um perigo”, ressaltou.

O mandante do crime é o policial civil aposentado Dorval Vieira Rodrigues, 82, e os demais envolvidos são Evans Souza dos Santos, 40, José Bernardo de Oliveira, o ‘Zé Pirarucu’, 61, e Zacarias Araújo Duarte, o ‘Timbal’, 44.

O veterinário desapareceu no dia 23 de agosto do ano passado, após receber uma ligação para atender um cliente. O corpo foi encontrado três dias depois, por equipes de mergulhadores do Corpo de Bombeiros, num igapó (mata inundada) à margem direita do rio Negro, já no município de Iranduba.

De acordo com os bombeiros, o canoeiro ‘Zé Pirarucu’, 61, suspeito de cometer o latrocínio (roubo seguido de morte) e ocultar o cadáver, foi quem indicou o possível local onde estaria o corpo.

Segundo familiares do veterinário, o corpo foi encontrado em estado avançado de decomposição, e por conta disso, foi sepultado logo após a liberação do Instituto Médico Legal (IML), sem o tradicional velório.

Motivação

O motivo do crime, conforme as investigações revelaram à época foi por vingança pela venda de um cachorro de estimação de Dorval, da raça poodle. O animal teria mordido a mulher do ex-policial. Como não gostava do cachorro, a mulher que a época não teve o nome revelado, foi até o consultório de Fernando Augusto, e pediu que ele se desfizesse do cachorro de nome Beethoven. Ao descobrir o que havia acontecido com o animal, Dorval ainda chegou a procurar o veterinário, na tentativa de recuperar o poodle. Como não teve Beethoven de volta, Dorval resolveu mandar matar Fernando Augusto.

Por Luiz Henrique

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