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Política

Atropelamento de cão na Câmara Municipal domina debate entre vereadores

 

O vereador Professor Samuel usou a tribuna para se explicar sobre o ocorrido – Thiago Correa/CMM

Espaço para debates políticos e discussão dos problemas da capital amazonense, o pequeno expediente de ontem na Câmara de Municipal de Manaus (CMM) teve como tema principal o destino dos inúmeros cachorros que habitam as dependências do prédio legislativo, numa discussão que consumiu mais de uma hora. O assunto veio à tona depois de um desses animais ter sido atropelado no estacionamento da Câmara, na tarde da última segunda-feira.

O acidente foi causado pelo motorista do vereador Professor Samuel (PHS), que também estava no veículo, quando atropelou uma cadela, chamada de “Pretinha”. Segundo relatos de funcionário, o parlamentar não parou o carro para prestar socorro ao animal que acabou morrendo. O ocorrido acabou gerando repercussão nas redes sociais, inclusive da vereadora Joana D’Arc, conhecida por lutar e proteger os direitos dos animais.

Para se explicar, Professor Samuel usou a tribuna da casa, ontem, e lamentou o fato. Ele afirmou que não parou o carro porque depois do acidente, viu “Pretinha” correndo para debaixo de outro veículo. O vereador criticou também a repercussão que gerou em torno dele, por conta do fato. “Parece que eu era um foragido, porque pegaram a placa do meu carro, chassi e até a filmagem. Não precisava tudo isso, pois em momento algum neguei isso. Agora, eu não preciso denegrir a imagem de alguém para me promover. Fui reeleito por causa do meu trabalho e visitas a comunidades”, rebateu.

Ainda em seu discurso, o parlamentar chamou a atenção para a direção do Legislativo para tomar providências sobre a retirada dos cachorros da CMM e remanejá-los para outro local. “Temos bastante cães que precisam estar em espaço devido. Eles ficam jogados por aí. Se aqui fosse lugar de cão, teríamos veterinários cuidando deles. Não temos nem verba destinada”.

Pretinha (centro), era figura conhecida entre os frequentadores da Câmara – Diogo Dias

Defendendo-se das declarações de Samuel, Joana D’Arc disse que procurou as imagens do circuito interno da Câmara e ao descobrir o causador do atropelamento, ligou para o colega para que ele se manifestasse sobre o acidente que, para ela foi “gravíssimo”. “Eu quero falar que eu não preciso denegrir a imagem de ninguém. Sou protetora de animais com muito orgulho. Não preciso engradecer o meu nome por conta da mídia, porque eu sou conhecida pela luta que eu enfrento há 8 anos”, disse a parlamentar.

Joana pondera que desde quando assumiu como vereadora, vem fazendo ações com o intuito de preparar os cães para adoção. “A solução não é retirar eles daqui, porque não existe lugar para eles ficarem. Vou continuar o que eu já estava fazendo. Daqui um tempo conseguiremos lares para todos os animais”, acrescentou.

O que deveria ter se encerrado com os discursos de Joana e Samuel, o tema acabou encontrando eco no plenário e outros vereadores aproveitaram para se posicionar sobre o que fazer com os cachorros habitam a Câmara, sugerindo providências.

Após vários argumentos apresentados, o vice-presidente da casa, Felipe Souza (PTN), que estava presidindo a sessão naquele momento, salientou que a Câmara é uma casa que legisla e não um canil. “Não concordo que assunto seja debatido numa manhã inteira. Não estamos aqui para cuidar de cachorro. Nada contra, até porque eu tenho um em casa, mas aqui não é um local adequado para estar com os cachorros no estacionamento”, argumentou.

Projetos

Durante a ordem do dia, os vereadores deliberam nove projetos de lei que foram encaminhados para a Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ). Entre os que começaram a sua tramitação, está o de nº 105/2017 do vereador Reizo Castelo Branco (PTB), que dispõe sobre o envio de informação do Poder Executivo à Câmara sobre os pedidos de providências, por meio de requerimentos e de indicações, remetidos ao próprio Poder Executivo.

Outro em destaque é do vereador Chico Preto (PMN), de nº 102/2017 que altera o artigo 3º da lei 170, de 10 de janeiro de 2006, que dispõe sobre a relação de materiais escolares nas instituições de ensino privado. Conforme o artigo, os estabelecimentos de ensino deverão divulgar, 45 dias antes do início do ano letivo, em seu sítio na internet e na secretaria da instituição, a relação do material a ser adquirido, incluindo livros didáticos e paradidáticos, acompanhado do respectivo plano de execução.

Diogo Dias
EM TEMPO

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