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Atos de 1º de maio na Turquia acabam em confronto com mais de cem presos

Centenas de manifestantes entraram em confronto com a polícia nesta sexta-feira (1º) nos protestos pelo Dia do Trabalhador em Istambul, na Turquia. Segundo os agentes, pelo menos 136 pessoas foram presas.

A imprensa turca afirma que cerca de 10 mil pessoas participaram da mobilização, convocada por sindicatos e partidos políticos contra a diminuição de direitos trabalhistas e as medidas de austeridade econômicas aplicadas pelo governo.

Por ordem do presidente Recep Tayyip Erdogan, cerca de 20 mil policiais bloquearam os acessos à praça Taksim, local onde 34 pessoas morreram em um ato de 1º de maio há 38 anos e principal centro de protestos da cidade nas manifestações de 2013.

Os manifestantes carregavam faixas com mensagens contra Erdogan, que comanda o país há 13 anos e que, nos últimos anos, aprovou medidas contra protestos, e também lembrando o massacre durante o protesto de 1977.

Para evitar que o protesto avançasse em direção à praça, a polícia lançou contra os manifestantes gás lacrimogêneo e canhões d’água. Em seguida, um grupo de mascarados retaliou, usando coquetéis molotov, fogos de artifício, paus e pedras.

Segundo o jornal turco “Hürriyet”, a polícia prendeu 30 membros do Partido Comunista e pessoas que portavam máscaras de gás, além de agentes à paisana que fazem detenções aleatórias, sem motivo aparente.

Além do cerco à praça Taksim, o governo de Istambul suspendeu os serviços de ônibus e metrô na região, além de paralisar a travessia marítima entre o lado europeu e o lado asiático para dificultar a chegada dos manifestantes.

Nos últimos dias, a administração da cidade ainda definiu oito zonas em que está autorizado o protesto e afirmou que proibiria a chegada de qualquer grupo à praça, o que gerou críticas da oposição e do Tribunal Europeu de Direitos Humanos.

Em comunicado na noite de quinta (30), Erdogan disse que a praça Taksim “só estaria aberta para quem vier pacificamente, não para manifestações ilegais”. “Espero que celebrem o 1º de maio de modo festivo sem provocações.”

Por Folhapress

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