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Ato público deve marcar os 30 dias de greve dos professores da Ufam

Professores da Ufam estão em greve desde o último dia 15 de junho, após assembleia da categoria - foto: divulgação

O evento vai reunir os grevistas no chamado ‘bosque da resistência’, localizado logo na entrada do campus da Ufam – foto: divulgação

 

Um ato público deve marcar, na manhã desta quarta-feira (15), os 30 dias de greve dos professores da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Zona Sul de Manaus. O evento promete reunir os docentes no chamado ‘bosque da resistência’, localizado logo na entrada do campus da instituição.

De acordo com a grevista Ana Cristina Berlamino, o movimento vem com o propósito de fortalecer a paralisação dos servidores da Ufam, que lutam contra a privatização e mercantilização da educação pública, cada vez mais acentuada, segundo a docente.

No ato serão realizadas atividades coletivas e apresentações lúdicas, com a participação de técnicos administrativos, estudantes e professores, no intuito de enfatizar a importância da luta dos servidores, e como forma de alerta para a população sobre os ataques internos e externos feitos às categorias.

“Será um ato que através de panfletos. Reiteramos a nossa convicção na, greve que tem cinco pontos de pauta. Na ocasião, iremos destacar a crescente e marcante insistência do governo federal na decorada condições de trabalhos nas universidades federais. Queremos tocar a comunidade para se unir a essa paralisação que vem sofrendo diariamente ataques de movimento antigrevista”, disse.

Além desta questão, Ana ressalta que os docentes pretendem reclamar no ato a retomada da autonomia da Ufam, que foi retirada no último dia 3, quando um grupo de professores da instituição apresentou uma liminar judicial impedindo a decisão da reitoria de suspender o calendário acadêmico.

Na ocasião, a Associação dos Docentes da Universidade Federal do Amazonas (Adua) destacou que a autonomia é um princípio que não pode ser atacado, porque é a própria razão de ser da universidade.

Segundo a associação, sem esse direito, o espaço do livre-pensar desaparece. A Adua afirma ainda que a liminar que paralisou o Consuni representa uma ameaça perigosa aos princípios de liberdade e independência que caracterizam a vida universitária.

Sobre as negociações, a Adua comentou que esta semana, mais uma vez foi protocolada uma solicitação de reunião com Ministério da Educação e Cultura (MEC) e com o Ministério do Planejamento Orçamento e Gestão (MPOC), para que novas discussões sobre as pautas de reivindicações da classe sejam realizadas.

Os servidores exigem uma reposição de 27%, além da não retirada de ganhos administrativos, reposição dos aposentados e pensionistas, abertura de concurso público para todos os níveis, efetivação do Plano Nacional de Capacitação lançado em 2013, redução da jornada de trabalho para 30 horas, suspensão imediata dos cortes orçamentários nas instituições públicas de ensino, reposição orçamentária e combate ao assedio moral.

Por Gerson Freitas

 

 

 

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