Sem categoria

Ato público de servidores da Ufam deixa trânsito lento nas proximidades

Greve- Ufam Transito

 

Um grupo de 150 pessoas, entre professores, técnicos e estudantes da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), realiza um ato público na manhã desta sexta-feira (29) contra as terceirizações, retirada dos direitos e para pedir uma revisão do plano de carreira dos técnicos.

O trânsito ficou lento por conta da manifestação, que ocorre em frente à universidade, situada na avenida Rodrigo Otávio, bairro Coroado 1, Zona Leste de Manaus. Seis agentes do Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização do Trânsito (Manaustrans) estavam no local para orientar os condutores.

De acordo com o presidente da Associação dos Docentes da Ufam (Adua), José Alcimar, o protesto faz parte de um ato nacional planejado pelos servidores públicos federais, o Dia Nacional de Paralisação.

“É um ato que representa a parte organizada e crítica da sociedade brasileira, contra os ajustes anunciados no novo orçamento, por parte do governo federal”, disse Alcimar, acrescentando que o setor de educação pública é um dos mais afetadas pelo corte de aproximadamente R$ 10 bilhões.

Técnicos em greve

Os técnicos administrativos da Ufam entraram em greve nesta quinta-feira (28), e segundo a coordenadora geral do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Superior do Estado do Amazonas (Sintesam), Crizolda Araújo, o plano de carreira para os servidores possui um dos menores pisos salariais do serviço público federal e é uma das principais reivindicações, além do aumento de 5%.

“A greve estava sendo trabalhada desde 15 de abril aqui no Amazonas, quando fizemos uma assembleia e decidimos que a greve seria deflagrada dia 28. Comunicamos a reitora, colocamos edital no jornal e depois de cumpridos todos os trâmites legais, deflagramos a greve com aproximadamente 500 pessoas no hall do Instituto de Ciências Humanas e Letras (ICHL)”, informou Araújo.

Crizolda ressaltou ainda que os servidores sofrem assédio moral e falta de estruturas no trabalho. Segundo a coordenadora, 80% da categoria aderiu a greve e os campus de Coari, Benjamin Constant, Itacoatiara, Humaitá e Parintins. Com a paralisação dos técnicos, serviços não essenciais estão parados.

Greve-Ufam
Paralisação dos docentes

Conforme José Alcimar, os docentes vão participar de uma nova assembleia para decidir se também entrarão em greve, mas estão dependendo de espaço para que a reunião seja realizada.

“Solicitamos a reserva do maior auditório da Ufam e encaminhamos o ofício ontem, porém estranhamos a demora da reposta, pois é só um ato burocrático. O retorno que deram aos que solicitaram o espaço é de que só será liberado na segunda-feira (1). Não podemos anunciar quando vamos retomar a assembleia porque as instâncias superiores não nos responderam sobre a reserva do auditório”, disse o presidente da Adua.

Por Cecília Siqueira (especial EM TEMPO Online)

Comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Subir