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Ato na Ponta Negra pede intervenção militar no país

Manifesto em Manaus ocorreu no fim da tarde de ontem na praia de Ponta Negra e reuniu cerca de 200 pessoas que pediam o impeachment da presidente - foto: Fred Santana

Manifesto em Manaus ocorreu no fim da tarde de ontem na praia de Ponta Negra e reuniu cerca de 200 pessoas que pediam o impeachment da presidente – foto: Fred Santana

Acompanhando a agenda de manifestações pelo país deste domingo (31), um grupo de aproximadamente 200 pessoas se reuniram no fim da tarde de ontem na Ponta Negra para pedir o impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff e sua legenda, o Partido dos Trabalhadores (PT). No entanto, apesar desta ser a motivação declarada, a maioria dos manifestantes que tomavam a palavra pediam também a chamada intervenção militar.

Durante o ato, vários manifestantes usaram o microfone para fazer suas reivindicações. “No meu ponto de vista, não adianta essa história de impeachment. Temos de dizer que não queremos comunismo. Queremos a Forças Armanas no poder. Eles sabem como lidar com esses bandidos. Cadê o Nióbio do Brasil? O Canadá tem apenas 2% das reservas e é um país rico. Intervenção militar já”, gritava a aposentada Carlete dos Santos, de 62 anos. FFAA é a abreviatura de Forças Armadas. A repetição do “F” e do “A” é uma forma empregada em Leis e normas para indicar o plural.

“Nós precisamos de uma limpeza geral. Vocês não tem ideia do que é uma intervenção. Isso é, fazer uma limpeza, tirar o que está podre. Está tudo podre. Vocês acham que o Sergio Moro vai fazer milagre? Muitos não conhecem o que aconteceu neste período. Sugiro que procurem saber os benefícios da época militar”, sugeriu o empresário Francisco Bernardes.

Outro ponto debatido ao longo do protesto foi o polêmico projeto “Escola sem partido”. Aníbal Cordeiro, professor de filosofia, citou o projeto em seu discurso, insistindo na tese de que há doutrinação nas escolas. “Na escola pública brasileira, existe um movimento de doutrinação para fazer com que o comunismo seja aceito como verdade inquestionável. Só queremos um lugar onde esse tipo de coisa não aconteça e a família seja respeitada”, afirmou.

Pelo Brasil

As manifestações deste domingo (31), contra e a favor do impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff, levaram milhares às ruas, mas tiveram público menor do que as anteriores.  Segundo a Polícia Militar, 15 mil pessoas estão nos protestos a favor da saída definitiva de Dilma e 800 nas manifestações contra. São Paulo e Rio de Janeiro não tiveram estimativa calculada.

No último 17 de abril, dia em que a Câmara dos Deputados votou pelo afastamento de Dilma, 318 mil pessoas participaram dos protestos a favor do impeachment e 126 mil contra, segundo a PM. Já no dia 31 de março, 2,5 milhões foram às ruas pela saída de Dilma, enquanto 159 mil protestaram por sua permanência.  O julgamento final do processo de impeachment da presidente afastada, Dilma Rousseff, deve começar em 29 de agosto e durar cerca de uma semana, segundo assessoria de imprensa do Supremo Tribunal Federal.

Por Fred Santana

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