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Ato Fora Temer é marcado para próximo domingo em Manaus

                                Movimento quer protestar contra corrupção na política brasileira -foto: Arquivo/EM TEMPO

O movimento estadual “Vem pra Rua” agendou para o próximo domingo, às 10h, em frente ao Ministério Público Federal (MPF), na avenida André Araújo, Aleixo, Zona Centro-Sul de Manaus, o primeiro ato “Fora Temer”, após as divulgações de que o presidente Michel Temer (PMDB) teria aprovado o pagamento de propina para a compra do silêncio do ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), preso na operação Lava Jato. Até a realização do ato, o grupo espera apoio de mais movimentos para fortalecer a continuidade às investigações sobre corrupção política.

A iniciativa acontecerá em sintonia com o “Fora Temer”, marcado para o mesmo dia em São Paulo e tem o mesmo objetivo, solicitar a prisão do presidente Temer, dos ex-presidentes Lula e Dilma e do senador Aécio Neves (PSDB). O ato foi agendado nesta quinta-feira (18), após reuniões realizadas ontem à noite, com a divulgação na mídia sobre corrupção.

Coordenação Estadual do Movimento:

O coordenador estadual do “Vem pra Rua” no Amazonas, o estudante de direito da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Júlio Lins, informa que estava assistindo a uma aula quando soube da notícia e logo providenciou reuniões para debater o assunto. “Ao chegar em casa, fiquei sabendo de tudo, fiz um vídeo ao vivo pelo meu Facebook com uma análise sobre a reportagem de Lauro Jardim, do O Globo”, explicou. Ele acredita que o mandato de precisão não deve limitar-se a presidente e aos ex-presidente e, sim a todos citados em delações, com provas robustas de envolvimento com corrupção política. “As investigações devem continuar para que, o mais rápido possível, possamos depurar nossa política, porque o sistema está em ruínas”, acrescentou.

Defendendo o fim do modelo de política transicional, Júlio garante que vê como solução para a situação política no país, somente às eleições de 2018. “Com o ‘Fora Temer’ queremos reunir e mobilizar a sociedade para que deem total apoio à Lava Jato e que a situação de instabilidade política no país seja minimizada”, explicou. Ele acredita ser mais viável neste momento, o pedido de renúncia do presidente Temer, já que um impeachment levaria o Congresso, a escolher um novo presidente. “Queríamos que as eleições fossem diretas, já que o Congresso conta com muitos aliados de Temer e, caso ocorresse o impeachment e, ele seja cassado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ainda cabe recurso no Supremo Tribunal Federal (STF)”, disse.

“A gente quer deixar claro que não temos caráter partidário, mas combatemos à corrupção sem nenhuma ideologia. Como temos pouco tempo, queremos mudar o mais rápido possível o sistema de corrupção na política”, acrescentou.

Fabiane Morais
EM TEMPO

 

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