Política

Ato em favor de Dilma leva 10 mil às ruas de Manaus

À frente do ato, o diretor do movimento em Manaus, Kennedy Oliveira, disse que a UNE é contra o impeachment do governo petistas - foto: Ione Moreno

À frente do ato, o diretor do movimento em Manaus, Kennedy Oliveira, disse que a UNE é contra o impeachment do governo petistas – foto: Ione Moreno

Mais de 10 mil pessoas saíram às ruas na capital amazonense, ontem à tarde, em prol da democracia e contra o possível impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), segundo estimativa dos organizadores. O movimento teve a participação de diversas entidades ligadas ao Partido dos Trabalhadores (PT), como a Frente Brasil Popular, a União Nacional dos Estudantes (UNE) e a Centra Única de Trabalhadores (CUT). O movimento aconteceu em todos os Estados do país.

A manifestação saiu do largo São Sebastião, centro de Manaus, e percorreu as avenidas Eduardo Ribeiro e 7 de Setembro, finalizando atrás da Igreja de Nossa Senhora da Conceição (Matriz).

Entre os manifestantes, diversos parlamentares ligados ao PT acompanharam de perto o ato. Segundo o deputado Luiz Ricardo (PT), apesar da baixa aprovação do governo Dilma, as pessoas não querem que o governo seja deposto. “Essas pesquisas não mudaram muito o quadro, desde o ano passado. Temos completo 1 ano em que as eleições terminaram, mas a oposição continua tentando criar quadros e tirar a presidente Dilma”, disse.

Segundo o petista, as manifestações mostram que as pessoas não aceitam o rompimento da democracia. “A presidente não é acusada de nenhuma crise e não existe nenhum processo, diferente de muitos políticos envolvidos em falcatruas. No governo da presidente Dilma tivemos a aprovação de várias leis que fortaleceram as lutas contra a corrupção e ela está sendo pressionada por conta disso. Hoje vemos figuras intocáveis do passado sendo presas”, finalizou o deputado.

Outro partidário, o vereador Valdemir José (PT) afirmou que o remédio para governo considerado ruim é nas urnas, não no “golpe”. “A população deve mostrar ao governo que a questão da democracia é um valor importante para nós, e devemos aperfeiçoar. Não admitimos o golpe. Essa é a fala que todos estão pedindo e garantir que nosso país seja realmente democrático. As pessoas devem aprender que quando o governo estiver impopular a maneira de tirá-los é por meio das urnas, não do golpe”.

À frente do ato, o diretor do movimento em Manaus, Kennedy Oliveira, disse que a UNE é contra o impeachment do governo petistas. “A UNE está com o movimento popular em prol da democracia no país inteiro. Nossa opinião é que a Dilma deve ficar para que a democracia seja garantida. Os estudantes ganham em torno do projeto de inclusão social e de luta em prol das minorias”, garantiu o manifestante.

A ex-vereadora Lúcia Antony (PCdoB), carregava uma bandeira brasileira em punho e cantava o corro de “não vai ter golpe”, hino que tem sido entoado pelos partidários do PT. A comunista afirmou que lutou pela volta da democracia, na década de 80.

“O povo brasileiro teve conquistas extraordinárias nesses últimos 20 anos e a principal foi a democracia. Eu participei dessas lutas na década de 80 e sei o que é correr de polícia e do regime militar. Hoje temos acesso à moradia. O pobre tem acesso aos direitos dos ricos. Antes pobre não concluía nem segundo grau, hoje pobre tem doutorado”, finalizou.

Por Stênio Urbano

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