Sem categoria

Ato contra a terceirização reúne cerca de 600 trabalhadores em Manaus

Embora a expectativa inicial fosse reunir mais de 2 mil trabalhadores, a Polícia Militar não confirmou a estimativa

Embora a expectativa inicial fosse reunir mais de 2 mil trabalhadores, a Polícia Militar informou um número de 600 – foto: Joandres Xavier

Como acontece em todo o país nesta sexta-feira (29), aproximadamente 600 trabalhadores de várias categorias no Amazonas realizaram logo no início da manhã em Manaus um protesto contra a regulamentação do Projeto de Lei 4.330/2004, que estabelece novos critérios para as atividades de terceirização no Brasil.

O ato, em alusão ao dia Nacional de Paralisação, realizado pela Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB-AM) e Central Única dos Trabalhadores (CUT), começou por volta de 6h e se concentrou próximo a uma casa de festas e um shopping na avenida Coronel Teixeira, Ponta Negra, Zona Oeste, bloqueando parte da via no sentido centro-bairro.

Embora a expectativa inicial fosse reunir até 5 mil mil trabalhadores, a Polícia Militar não confirmou a estimativa. O tráfego de veículos, no entanto, ficou bastante prejudicado, sendo necessária a intervenção de agentes do Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização do Trânsito (Manaustrans).

Os manifestantes ocuparam duas das três faixas da avenida e chegaram a bloqueá-la por aproximadamente dois minutos. Somente por volta de 8h15 os manifestantes começaram a se dispersar.

ato terceirização 2

Prejuízos

O projeto da terceirização está em tramitação no Senado Federal e, de acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Da Construção Civil no Amazonas, Cicero Custodio, “caso seja aprovado, trará prejuízo direto às relações de trabalho, como redução dos salários, aumento de acidentes e jornadas mais longas”.

As centrais também querem que o ato expresse contrariedade às medidas provisórias 664 e 665, que criam novos critérios de acesso ao seguro-desemprego e à pensão por morte, além de precarizar os postos de trabalhos e causar mais demissões.

Ainda conforme o sindicalista, na capital amazonense, o protesto também teve como propósito chamar a atenção da sociedade para a falta de segurança dos trabalhadores, especialmente na construção civil, devido aos inúmeros acidente ocorridos com operários, que morrerem pela falta de equipamentos adequados nas obras.

Além do Sindicato da Construção Civil, participaram da mobilização membros do Sindicato dos Petroleiros do Estado do Amazonas (Sindipetro), Sindicato dos Vigilantes do Amazonas (Sindevam) e Sindicato dos Metalúrgicos.

Por Yndira Assayag e Mairkon Catro
(equipe e especial EM TEMPO Onlie)

Comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Subir