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Atletismo, no interior do AM, é encarado como ferramenta de pesquisa científica

pesquisas estão sendo desenvolvidas para tornar os atletas mais rápidos, fortes e resistentes - foto: divulgação

pesquisas estão sendo desenvolvidas para tornar os atletas mais rápidos, fortes e resistentes – foto: divulgação

Na definição moderna, o atletismo é um esporte com três tipos de provas disputadas individualmente. As corridas, os saltos e os lançamentos. Assim como a maioria das outras modalidades esportivas, muitas pesquisas são desenvolvidas para tornar os atletas mais rápidos, fortes e resistentes.

Para ajudar nesse processo, entra em cena a ciência que, aliada à tecnologia, facilitam os estudos na melhoria dos desempenhos não só físicos, mas também psicológicos dos desportistas. Mas, será que esse tipo de pesquisa só pode ser realizada em laboratório ou centros de alto rendimento?

A resposta é não. Uma prova disso é o projeto “Olimpíada de Atletismo promovendo ação e educação no contexto escolar”, realizado na escola estadual Wilson Garcia Bastos, no município do Codajás (distante 297 quilômetros da capital Manaus), sob a coordenação da professora de educação física Luana de Almeida Freire. O projeto faz parte do Programa Ciência na Escola (PCE), da Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).

Segundo Luana, o projeto tem duas fases, uma prática e outra teórica. O objetivo é desenvolver o aluno de forma física, mental e sociocultural, assim como trabalhar a cronologia do atletismo. “Por meio deste projeto pretendemos fazer, entre outras coisas, um estudo das capacidades físicas e dos músculos solicitados durante as provas práticas, mas antes de tudo, precisamos saber um pouco da história do atletismo, como surgiu e sua importância desde a pré-história até o momento atual”, comentou a professora que está em seu primeiro projeto dentro do PCE.

As atividades estão sendo desenvolvidas dentro e fora da sala de aula e, de acordo com a coordenadora, durante o projeto ainda estão incluídas as análises das capacidades físicas e habilidades motoras; do condicionamento físico e biometria; assim como a resistência, velocidade e força dos alunos. “Todas essas atividades estão incluídas na nossa metodologia, assim como a aplicação de questionários para tabular os resultados obtidos e comparar depois o conhecimento adquirido com a prática do atletismo”, explica Luana

Bota para correr

Salto em altura e em distância; corrida de revezamento e de 100 metros rasos; lançamento de dardo e arremesso de peso. Essas são algumas das modalidades que o projeto pretende desenvolver e, é claro que na terra do açaí mais conhecido do Amazonas, gás é que não falta para essa turma participar de todas as disputas. A cada semana é desenvolvido uma modalidade diferente, com tantos novos atletas, o sedentarismo acaba ficando de lado.  Não é de estranhar se em breve, novos talentos do atletismo comecem surgir no município.

Para comandar as atividades, a equipe composta por cinco cientistas júnior (dois meninos e três meninas) mais a apoio técnico, professora Aedria Jamara Ferreira, realizam na quadra da escola, nas ruas próximas e no campo dos veteranos atividades com as seis turmas da escola. “A culminância do projeto será na Olimpíada de Atletismo, nos dias 2 e 3 de outubro que será desenvolvida tanto na escola quanto em outros lugares para que a população possa participar e conhecer um pouco do nosso projeto também”, completou a professora.

 

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