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Atlético-PR vence Coritiba com gol polêmico e volta ao G-6

Coritiba e Atlético Paranaense jogaram na Vila Capanema - foto: Coritibapress

Coritiba e Atlético Paranaense jogaram na Vila Capanema pelo Campeonato Brasileiro – foto: Coritibapress

Mesmo relativamente distantes neste domingo (16), já que acompanharam o clássico paranaense em estádios diferentes, as torcidas de Atlético-PR e Coritiba terão o que discutir na semana. Melhor para o rubro-negro, que venceu o grande rival na Vila Capanema por 2 a 0, com um gol polêmico de Matheus Rossetto e outro de Pablo, e subiu na tabela da Série A do Campeonato Brasileiro.

A vitória coloca os atleticanos na quinta colocação e no grupo que dá vaga para a pré-Libertadores. No entanto, a equipe ainda pode ser ultrapassada caso o Grêmio vença o Santos mais tarde neste domingo. O Coritiba, por outro lado, segue ameaçado no 13º lugar com 37 pontos, apenas três a mais que o Sport, primeiro da zona de rebaixamento.

Na próxima rodada, que será a 32ª da competição, o Coritiba recebe o Fluminense no Couto Pereira às 18h30 do domingo; enquanto isso, o Atlético-PR visita o lanterna América-MG na noite de segunda-feira.

Os primeiros 20 minutos de jogo não tiverem um único chute que ameaçasse as metas de Weverton e Wilson. Quando a pontaria finalmente foi calibrada, Matheus Rossetto abriu o placar para o Atlético-PR, mas a jogada foi polêmica. O atacante Pablo se esforçou na corrida para tentar evitar que a bola saísse pela linha de fundo e cruzou para o meio-campista balançar a rede, mas as câmeras de televisão motivaram reclamações do Coritiba.

O clube argumenta que a bola havia ultrapassado a linha, o que tornaria o lance ilegal. O gol do próprio Pablo, por sua vez, não permite discussão: o jogador foi inteligente e usou a linha de impedimento adversária a seu favor antes de tocar na saída do goleiro Wilson.

Independentemente do momento das duas equipes, o clássico costuma ser protagonizado pelas torcidas. No entanto, o Coritiba não aceitou o valor dos ingressos (dobrado de R$ 100 para R$ 200) e devolveu a carga destinada aos seus torcedores, que foram convidados a acompanhar o jogo em um telão no Couto Pereira em tarde de futebol com direito a food trucks.

O problema é que o Coritiba parece ter sentido falta das vozes de apoio na Vila Capanema, palco do duelo já que a Arena da Baixada se prepara para receber show de Andrea Bocceli.

Por um segundo, o árbitro Bruno Arleu de Araujo levantou a torcida do Atlético-PR. Aos 3 min do segundo tempo, Otávio dividiu com Dodô na área e caiu; imediatamente, o juiz correu e esticou o braço como quem apita a penalidade máxima e empolgou os rubro-negros nas arquibancadas, mas sua intenção era só assinalar o tiro de meta.

Pouco depois, Hernani aproveitou bobeada do próprio Dodô, dominou pela esquerda e carimbou a trave de Wilson.

Aos 27, foi a vez de Leandro reclamar de ter sido segurado por Léo. A reclamação foi grande, mas a arbitragem só pediu para o jogador se levantar.

O silêncio reinou absoluto entre os torcedores do Atlético aos 19 min do segundo tempo, quando Carlinhos finalizou e balançou a rede de Weverton. Só que a assistência de Kazim foi feita com o braço e bem notada pelo trio de arbitragem, que invalidou a jogada.

Antes mesmo do apito inicial, a rivalidade foi incitada por um personagem curioso: o sistema de irrigação da Vila Capanema. O time do Coritiba voltava ao gramado após o aquecimento quando foi atingido por um jato d’água que fez a festa da torcida atleticana.

Atlético-PR

Weverton; Léo, Paulo André, Thiago Heleno e Renan Lodi (Sidcley); Otávio, Hernani, Matheus Rossetto (Marcão) e Lucho González (João Pedro); Lucas Fernandes e Pablo
T.: Paulo Autuori

Coritiba

Wilson; Dodô (Iago), Luccas Claro, Walisson Maia e Juninho; João Paulo, Edinho (Carlinhos), Raphael Veiga e Juan; Leandro e Vinicius (Kazim)
T.: Paulo César Carpegiani

Estádio: Durival Britto, em Curitiba
Árbitro: Bruno Arleu de Araujo (RJ)
Cartões amarelos: Leandro, Juninho e Iago (C)
Gols: Matheus Rossetto (A), aos 20 min do 1º tempo, e Pablo (A) aos 23 min do 2º tempo

Por Folhapress

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