Esportes

Atletas prestam última homenagem a mestre Ajuricaba

O esporte perdeu um dos seus maiores símbolos, o mestre Roberval “Ajuricaba” Mascarenhas - foto: Raimundo Valetim

O esporte perdeu um dos seus maiores símbolos, o mestre Roberval “Ajuricaba” Mascarenhas – foto: Raimundo Valetim

O jiu-jítsu amazonense está de luto. No último domingo (24), o esporte perdeu um dos seus maiores símbolos, o mestre Roberval “Ajuricaba” Mascarenhas, 45, vítima de uma parada cardíaca. Para homenagear e se despedir desta lenda do esporte do Estado, foi organizada na noite de ontem, o velório aberto no ginásio Ninimberg Guerra, no São Jorge, Zona Oeste da capital.

Com a presença de diversos atletas, o adeus a Ajuricaba foi marcado pelo sentimento de agradecimento. Familiares, alunos e amigos relembraram histórias e momentos especiais que tiveram o mestre, que também foi importante para a natação e pólo aquático. Entre eles, estavam o subsecretário da Secretaria Municipal de Juventude, Esporte e Lazer (Semjel), Elvys Damasceno, que fez questão de lembrar da importância de Ajuricaba para o desenvolvimento do esporte local.

“Em tudo ele foi ícone. Hoje, ele era diretor de arbitragem da Fajje (Federação Amazonense de Jiu-Jítsu Esportivo). Era uma pessoa séria e correta. Quando tinha que desclassificar um aluno, não pensava duas vezes em fazer isso. Tinha caráter, personalidade e um bom coração. Todo mundo gostava dele. Nunca vi ninguém falar mal do Ajuricaba. Como atleta, ele foi o primeiro campeão brasileiro do Estado em campeonato realizado no Rio de Janeiro. Isso abriu o caminho para todos os outros lutadores como Jacaré, Bibiano e Fredson. Ele deu aula na Dinamarca. Dá para perceber pela comoção que sua morte causou”, disse Elvys, que também era amigo pessoal do mestre. Eles trabalharam juntos quando o subsecretário era presidente da Fajje.

“Conhecia o Ajuricaba há uns 25 anos, quando ainda era atleta. Depois que assumi a federação, tive a chance de andar mais próximo com ele e conheci ainda mais. Nesse momento que criei uma ótima amizade. Um cara correto, justo, inteligente e com senso de humor incrível. Foi uma perda irreparável”, revelou o gestor.

Ajuricaba vinha lutando contra problemas de saúde há alguns anos. O principal era a obesidade. Elvys revelou que o mestre já havia perdido muito peso e brincava com sua volta aos tatames.

“Ele estava lutando contra a obesidade. Já tinha perdido 19 quilos. Mandamos ele para um spa em São Paulo. Ele ia novamente agora.

Ficava até brincando que ia lutar o próximo Campeonato Amazonense. Sabíamos que era tudo ou nada. Os médicos já haviam falado que tudo estava bem comprometido. Ele respirava com apenas 30% da sua capacidade. Sofria para se mover e dormir. Acompanhei isso de perto e vi tudo. Era um momento difícil. Infelizmente não venceu essa batalha”, citou Elvys, ao dizer que provavelmente Ajuricaba Mascarenhas receberá outra homenagem até o final do ano, mas desta vez, será dentro do tatame.

“Ainda vamos reunir com a diretoria da federação e faremos a Copa Ajuricaba de jiu-jítsu para eternizar sua história”, finalizou.

O corpo do mestre será enterrado às 10h desta terça-feira, no cemitério Parque Tarumã.

Por Thiago Fernando (Equipe EM TEMPO)

Comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Subir