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Ativistas LGBT russos resgatam e pedem asilo para 43 gays da Chechênia

Chechenia é suspeita de manter campo de concentração para gays – foto: reproduçao 

Ativistas da ONG Rede Russa LGBT informaram nesta quinta-feira (18) que resgataram 43 homossexuais da Chechênia e pediram asilo para eles em países europeus, perante o perigo que correm nessa república do Cáucaso, segundo denúncias. A informação é da agência Brasil.

Os testemunhos das vítimas falam de confinamentos em condições sub-humanas, torturas com choques elétricas, violações com garrafas, desaparecimentos e mortes. Também há relatos de prisões secretas para minorias sexuais, que já foram nomeados de “campos de concentração para gays”.

“Hoje levamos 43 pessoas da Chechênia para distintas regiões da Rússia, que não nomeamos por motivos de segurança. Esperamos a ajuda dos países europeus com vistos para levá-los ao exterior”, informou um porta-voz da ONG.

Nove dos 43 evacuados já saíram do país, acrescentou, sem revelar para onde eles emigraram. “Tratamos com pelo menos cinco países para conseguir os vistos. Estamos negociando a abertura de corredores humanitários para membros da comunidade LGBT”, explicou o interlocutor da ONG. Além disso, o porta-voz da Rede Russa LGBT precisou que, no total, houve pedidos de ajuda de mais de 80 homossexuais na Chechênia.

Chechênia no olho do furacão 

A  Chechênia está no olho do furacão depois que o jornal russo Novaya Gazeta denunciou a perseguição e assassinatos de homossexuais em seu território, bem como a existência das prisões e violência contra homossexuais no País, desde dezembro do ano passado.

“As vítimas desconfiam de nós. Muitas dessas 43 pessoas estiveram presas e sofreram torturas”, disse o porta-voz da ONG.

O líder da Chechênia, Ramzan Kadyrov, qualificou as denúncias de “provocação e calúnia” na reportagem do jornal, que relevou a situação dos gays na república. Na semana passada ele disse estar disposto a cooperar com as autoridades federais russas na investigação das denúncias.

Seres invisíveis para o líder checheno

“Não se pode deter ou perseguir quem simplesmente não existe na nossa república. Se na Chechênia houvesse essa gente, os órgãos de segurança não teriam que se preocupar com eles, já que seus próprios familiares os enviariam a um local de onde nunca retornariam”, declarou Alvi Karimov, o porta-voz do líder checheno.

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