Economia

Atividade milenar, a praticagem é destaque em sessão especial na Aleam

A sessão especial ‘A praticagem no Brasil e sua atuação na Amazônia Legal’ contou com a presença de vários outros deputados e autoridades do setor - foto: divulgação

A sessão especial ‘A praticagem no Brasil e sua atuação na Amazônia Legal’ contou com a presença de vários outros deputados e autoridades do setor – foto: divulgação

Fundamental para o desenvolvimento econômico do setor de navegação no Brasil e na região, mas ainda pouco conhecida dos brasileiros. Com essa observação, o deputado Sabá Reis (PR) abriu, no final da manhã desta terça-feira (12), na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), a sessão especial ‘A praticagem no Brasil e sua atuação na Amazônia Legal’, que contou com a presença de vários outros deputados e autoridades do setor, como o presidente do Conselho Nacional de Praticagem (Conapra), Gustavo Martins.

De acordo com o parlamentar, a ideia da sessão foi garantir o caráter pedagógico da atividade, principalmente com o pouco conhecimento que se tem sobre a área. O parlamentar comenta que se aproximou da atividade quando foi superintendente da Administração das Hidrovias e da Amazônia Ocidental (Ahimoc), durante pouco mais de três anos. “A Aleam viveu um evento inédito. Pela primeira vez fizemos um encontro que tratasse desta atividade. Apesar de ser milenar, para nós, da região amazônica, é desconhecida”, destacou.

O Brasil conta com 22 Zonas de Praticagem (ZP) e a região amazônica responde por três delas. Em Manaus, as empresas Proa e Manaus Pilots atuam no limite da ZP 02 – que compõe a rota de Itacoatiara (AM) a Tabatinga (AM) –, contando com toda a infraestrutura necessária de apoio aos serviços da Praticagem, como comunicação e coordenação de tráfego marítimo. A terceira ZP da região amazônica fica em Belém (PA).

Segundo o diretor-presidente do Conapra, Gustavo Martins – que palestrou durante a sessão especial–, nos limites do Estado do Amazonas a praticagem investiu em sofisticados equipamentos de sondagem. “Um trabalho pioneiro que aprofundou o conhecimento acerca das constantes mudanças nas calhas das vias navegáveis, viabilizando aos usuários de nossos serviços (os armadores de embarcações de grande porte) o seguro incremento na capacidade de transporte de cargas, de modo até então impensável, em função dos possíveis riscos ao meio ambiente. E esta maior capacidade de cargas contribui para alavancar o desenvolvimento econômico em toda a região”, orientou.

Conforme o vice-presidente da International Maritime Pilots’ Association (Impa), Ricardo Falcão, apesar das inúmeras dificuldades, até mesmo na falta de infraestrutura portuária, os práticos conseguem contornar tais situações com base em seus conhecimentos. “O serviço dos práticos é essencial para a segurança da navegação”, destacou.

Com informações da assessoria

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