Economia

Atividade econômica recuou 4,5% em 2016

Setor de serviços teve contração recorde de 5% em meio às fortes perdas – Divulgação

O IBC-Br, indicador da atividade econômica medido pelo Banco Central, caiu 4,5% no ano passado, divulgou a autoridade monetária ontem (16). Foi o segundo ano seguido de retração na economia brasileira.

Na comparação mês a mês, houve queda em dezembro na comparação com novembro, de 0,26%, no dado dessazonalizado.

Em relação a dezembro de 2016, a redução no IBC-Br foi de 2,41%. Em novembro, o indicador do BC havia tido o primeiro crescimento mensal desde julho.

Em todo o ano de 2016, o IBC-Br ficou positivo apenas em abril, junho, julho e novembro, além de ter ficado estável em setembro, sempre na comparação com o mês anterior.

Expectativa

Por ora, a expectativa de economistas na pesquisa Focus mais recente, realizada pelo BC junto a uma centena de economistas, é de queda de 3,5% do PIB em 2016. Os dados corroboram a leitura da pior recessão atravessada pelo país em 2 anos desde que os registros oficiais começaram, em 1901.

Para este ano, a projeção do mercado é de expansão de 0,48% do PIB, mas bancos e consultorias já começaram a melhorar suas previsões diante das boas surpresas vindas da inflação, que tem desacelerado mais do que o esperado recentemente e alimentado expectativas de cortes mais agressivos de juros. O banco Santander, por exemplo, vê expansão de 0,7% do PIB neste ano, mas com viés de alta.

“A queda do IBC-Br na margem em dezembro soma-se à sinalização dos demais indicadores coincidentes que apontaram para continuidade do enfraquecimento da atividade econômica no final do ano passado”, avaliou em nota o time de economia do Bradesco, liderado por Fernando Barbosa.

Comparação

A expectativa do banco para o primeiro trimestre também é de alta de 0,1% sobre os últimos três meses de 2016, puxada pelo desempenho positivo do setor agropecuário. Em 2016, o varejo do Brasil teve queda de 6,2%, pior dado histórico, com a demanda fraca impactando de forma generalizada as vendas, com destaque para supermercados. O setor de serviços foi na mesma linha, com contração recorde de 5% em meio às fortes perdas na atividade de transportes. Por sua vez, a indústria brasileira teve diminuição de 6,6%.

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