Política em Foco

Até os aliados marcharão contra

A manifestação contra a presidente da República Dilma Rousseff (PT) e, consequentemente, o PT, em Manaus, está trazendo à tona quem são os ex-aliados do governo federal no Amazonas. Ao longo de todo o fim de semana, parlamentares filiados a partidos políticos da base do governo federal convocavam as pessoas para participação da mobilização contra a presidente.

Cenário complexo

No Amazonas o cenário político é controverso: o governador José Melo (Pros) é da base da presidente, mas foi apoiado pelo prefeito de Manaus, Arthur Neto (PSDB), que comanda o ninho tucano no Estado – principal rival político do governo federal. Vale lembrar que o Amazonas deu a maior votação proporcional para Dilma Rousseff nas últimas eleições.

Gestores e líderes religiosos

Hoje, durante a manifestação, não será difícil encontrar líderes religiosos, parlamentares, prefeitos do interior do Estado, além de secretários estaduais e gestores da “linha de frente” do Executivo estadual que, inclusive, apoiaram Dilma Rousseff, em 2014.

Mudanças estruturais

E por falar no Executivo estadual, desde o dia 8 deste mês o governo vem fazendo alterações nas diretorias-técnicas e cargos de confiança dos órgãos da administração direta e indireta. As alterações estão registradas no Diário Oficial do Estado (DOE) e sinalizam que o governo está fortalecendo a cada dia a parte técnica do Executivo.

Experiência

Exemplo disto é a posse do oncologista Jesus Pinheiro, com mais de 20 anos de experiência, para a Diretoria-Técnica da Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon).

Sem partidarismo

Na última semana, o governador José Melo disse que no governo do Estado não há partidarismo. O fortalecimento da parte técnica representa a materialização deste discurso. É esperar para ver.

Aproximação

A Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam) realizou, na última sexta-feira, uma sessão especial no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) para aproximar as ações do Legislativo as do Inpa. Dos 24 deputados, 12 compareceram. Com mais de 60 anos de atuação na Amazônia vale o ditado: “antes tarde do que nunca”.

Realidades distantes

Prova da falta de afinidade entre o Inpa e a Aleam é que por várias vezes o presidente da Aleam, Josué Neto (PSD), virou “Josué Castro”. A confusão só foi desfeita quando o deputado estadual Luiz Castro chegou.

Crise afetou pesquisas

O diretor do Inpa, Renato França, aproveitou a sessão para informar aos parlamentares que com os recursos que o Instituto tem, atualmente, só será possível tocar os trabalhos até meados de julho/agosto deste ano. Ele quer apoio para conseguir recursos federais para que o Inpa permaneça com saúde financeira ao menos até o fim deste ano.

Realinhamento de forças

O troca troca partidário já anunciado por parlamentares da Aleam provocará um realinhamento de forças, sobretudo no parlamento estadual, que afetará, diretamente, na formação das coligações partidárias para a eleição municipal deste ano. Pré-candidatos da bancada de oposição aos Executivos já ensaiam utilizar o troca-troca como mote para enfraquecer os adversários. Será que cola?

Sugestões:
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99229-2981/3090-1044

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