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Ataque ineficiente e falhas defensivas do São Paulo marcam má fase

Meia-atacante Luiz Araujo aparece como opções do ataque tricolor - foto: Rubens Chiri/São Paulo

Atacante argentino Chávez aparece como opções do ataque tricolor – foto: Rubens Chiri/São Paulo

A derrota para o Vitória neste domingo (25) acendeu de vez o sinal de alerta no São Paulo, que agora está a quatro pontos da zona do rebaixamento. Mas do que isso, a atuação voltou a mostrar os mesmos problemas que têm assolado a equipe durante todo o Brasileiro. Aliados a alguns fatores extracampo, esses problemas precisarão ser resolvidos pelo clube do Morumbi para que a Série B de 2017 deixe de ser uma ameaça.

Ataque

O ataque do São Paulo simplesmente não vem funcionando -não à toa, é o segundo pior do Brasileiro, empatado com Atlético-PR, Figueirense e Internacional, todos com 27 gols. Em alguns momentos, não cria oportunidades; quando consegue criar, como neste domingo em Salvador, peca nas finalizações e não encontra o caminho das redes. É o principal problema a ser resolvido na equipe.

Falhas defensivas no segundo tempo

Ambos os gols do Vitória vieram na segunda etapa, e isso não é nenhuma novidade para o São Paulo. No segundo turno do Brasileiro, aliás, todos os gols sofridos foram no segundo tempo (dez), sendo que a defesa não foi vazada na etapa inicial nenhuma vez. Diagnosticar a causa e evitar as falhas na parte final dos jogos é outra tarefa não resolvida no Morumbi.

Ambiente

Enquanto a equipe não responde em campo, o clube vive dias quentes na política e sofre pressão da torcida. O CT da Barra Funda foi invadido em agosto, Gustavo Oliveira deixou o cargo de diretor executivo de futebol e conselheiros começam a questionar o trabalho de Ricardo Gomes. A turbulência é um denominador comum em equipes grandes que foram rebaixadas ao longo da última década, e outro problema a ser enfrentado.

Visitante

O São Paulo tem atuado pessimamente como visitante: o aproveitamento é de 27% na temporada. Para se recuperar na tabela, é preciso melhorar a marca, já que tem pela frente mais cinco confrontos fora de casa.

Morumbi

Lotar o estádio e contagiar os jogadores é outra receita comum de equipes que fugiram do rebaixamento -caso do Palmeiras em 2014, por exemplo. Apesar de ter boa média na Libertadores, o São Paulo tem levado 17 mil pagantes em média por jogo ao Morumbi no Brasileiro -ocupação média de 24%.

Por Folhapress

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