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Ataque contra pensão deixa ao menos nove mortos no Afeganistão

Ao menos nove pessoas, entre elas um cidadão americano e vários indianos, morreram no ataque de um insurgente fortemente armado contra uma casa de hóspedes frequentada por estrangeiros em Cabul, capital do Afeganistão, informaram nesta quinta-feira fontes oficiais.

O ataque, que durou várias horas, aconteceu no fim da tarde de quarta-feira (13) na pensão Park Palace, situada no centro da cidade, a mesma área em que estão localizados um complexo das Nações Unidas e várias embaixadas e casas de hóspedes.

“Morreram nove pessoas, incluídos estrangeiros, afegãos e um insurgente, e outras seis ficaram feridas, entre elas policiais e guardas da pensão”, disse o chefe do Departamento de Emergência do Ministério do Interior, Homayoon Aini.

Apesar de Aini não ter informado a nacionalidade dos estrangeiros, uma porta-voz da embaixada americana, Monica Cummings, disse à agência Efe que podia “confirmar que um cidadão americano morreu no ataque”.

“Nossos pensamentos estão com as famílias das vítimas do ataque”, acrescentou a porta-voz.

A embaixada da Índia em Cabul, localizada muito próxima da hospedaria atacada, também reconheceu que “infelizmente há indianos mortos” no ataque, explicou o embaixador do país no Afeganistão, Amar Sinha, através do Twitter.

A imprensa indiana informou hoje que entre os mortos há pelo menos dois cidadãos do país.

Cerca de 52 pessoas estavam hospedadas na pensão, por isso a operação da Unidade de Resposta Rápida da polícia (CRU, sigla em inglês) se prolongou até começo da manhã para evitar um massacre maior.

“As tropas da CRU entraram nos quartos da pensão, um a um, para evitar que houvesse mais vítimas civis entre os que permaneciam no edifício”, disse à Efe o chefe do Departamento de Investigação Criminal da polícia, Farid Afzali.

Um porta-voz dos talebans, Zabihullah Mujahid, assumiu que o grupo foi o responsável pelo ataque através de um comunicado e detalhou que o insurgente carregava um fuzil AK-47, e várias granadas e explosivos.

“O ataque foi planejado minuciosamente. Durante o mesmo, hóspedes importantes de países invasores, sobretudo da América, participavam de uma importante reunião”, disse Mujahid.

Minutos antes do incidente, Mujahid tinha declarado, contrariado pela decisão da Otan de prolongar sua missão no Afeganistão, que os talebans não vão tolerar “a presença de invasores” em seu território.

“Continuaremos a jihad (guerra santa). Todo estrangeiro de um país invasor, especialmente de países da Otan, é um inimigo e não vamos considerar nenhum deles como civil”, escreveu o porta-voz talebans no Twitter.

“Temos planos para causar duras perdas aos invasores”, afirmou Mujahid.

A Otan encerrou em 2014 sua missão de combate no Afeganistão, a Isaf, que foi substituída desde janeiro pela operação Apoio Decidido, com aproximadamente 4 mil efetivos em tarefas de assistência e capacitação dos corpos de segurança afegãos.

Após a decisão de continuar no Afeganistão, tomada ontem na Turquia, a aliança militar deverá estabelecer ainda em que consistirá sua nova missão no país.
Além disso, os Estados Unidos mantêm sua missão “antiterrorista” de combate no Afeganistão com cerca de 11 mil soldados, que devem permanecer no país até 2016, mas Washington está revisando os termos e a duração dessa operação.

Por Folhapress

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