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Ataque aéreo deixa ao menos 15 mortos em mercado de Aleppo

O apoio da Rússia ao cerco de Aleppo estremeceu os laços diplomáticos de Moscou com o Ocidente - foto divulgação

O apoio da Rússia ao cerco de Aleppo estremeceu os laços diplomáticos de Moscou com o Ocidente – foto divulgação

Um ataque aéreo deixou ao menos 15 mortos nesta quarta-feira (12) no principal mercado da área controlada por rebeldes sírios na cidade de Aleppo, informou o grupo de voluntários Defesa Civil da Síria.

Foram deslocados para a região do mercado socorristas que ainda estavam trabalhando para resgatar pessoas dos escombros de prédios destruídos em uma série de ataques aéreos na terça (11), que matou ao menos 41 pessoas, dentre as quais cinco crianças.

Aleppo é uma das maiores cidades da Síria e, há meses, é a principal frente de batalha da guerra civil que assola o país.

Forças leais ao regime de Bashar al-Assad mantêm um cerco a partes da cidade controlada por grupos rebeldes -estima-se que cerca de 270 mil sírios estejam vivendo sob o cerco sem acesso, desde julho, a ajuda humanitária.

Com o apoio da Força Aérea russa, aviões do regime bombardeiam áreas tomadas por rebeldes em Aleppo, agravando a crise humanitária no país.

Laços estremecidos

O apoio da Rússia ao cerco de Aleppo estremeceu os laços diplomáticos de Moscou com o Ocidente.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse nesta quarta-feira que o Ocidente usa a crise humanitária na Síria para ‘incitar uma histeria anti-Rússia’.

Também nesta quarta, o papa Francisco pediu que seja instaurado urgentemente um cessar-fogo para a retirada de civis de Aleppo. O pontífice classificou de “desumana” a campanha para a retomada da cidade.

Nesta terça-feira, o recém-empossado chanceler britânico, Boris Johnson, acusou a Rússia de ser responsável pelo bombardeio a um comboio com ajuda humanitária no mês passado. Johnson disse que a Rússia participa de “crimes de guerra” na Síria e sugeriu que cidadãos britânicos fizessem um protesto diante da Embaixada da Rússia em Moscou.

França e Estados Unidos vêm pressionando Moscou para que aceite um cessar-fogo em Aleppo. Além disso, têm se esforçado para que o Tribunal Penal Internacional inicie uma investigação sobre crimes de guerra cometidos na Síria pelo regime de Assad e pela Rússia.

Putin cancelou nesta terça uma visita que faria na semana que vem à Paris por divergências com o governo francês sobre a crise na Síria.

A guerra civil na Síria teve início em março de 2011, no contexto do levante popular conhecido como Primavera Árabe, e já deixou mais de 400 mil mortos.

Folhapress

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