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Assembleia para discutir greve da Ufam termina em confusão

Reunião terminou em briga envolvendo dois professores: a candidata a reitoria da Ufam, Selma Suely Baçal Oliveira, e o diretor da Adua, José Humberto Michiles – foto: Josemar Antunes

Reunião terminou em briga envolvendo dois professores: a candidata a reitoria da Ufam, Selma Suely Baçal Oliveira, e o diretor da Adua, José Humberto Michiles – fotos: Josemar Antunes

Acabou em confusão a assembleia geral dos professores da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e membros do sindicato da Associação dos Docentes da Universidade Federal do Amazonas (Adua).

A reunião para decidir se a categoria entraria em greve ou não foi realizada na tarde desta terça-feira (26), no auditório Rio Amazonas, setor Norte do Campus Universitário, situado no bairro Coroado, Zona Leste de Manaus, e reuniu cerca de 300 pessoas entre alunos e docentes da universidade.

A bancada da Adua era formada pelo presidente José Alcimar de Oliveira, o diretor José Humberto Michiles e pela professora Lúcia Gomes.

Entretanto, o encontro terminou em tumulto entre a professora e candidata a reitoria da Ufam, Selma Suely Baçal Oliveira, e o diretor da Adua, professor José Humberto Michiles.

Na ocasião, Selma puxou o microfone durante o discurso de um professor, que saiu em defesa da comissão. Porém, Michiles partiu para cima, chegando a puxar pelo braço e quase culminando na agressão física contra a professora Selma.

Com o tumulto, a Adua deu por encerrado a assembleia geral.

De acordo com o presidente da Adua, José Alcimar de Oliveira, uma nova audiência será formalizada pela comissão junto aos professores.

“infelizmente, houve esse desentendimento terrível, mas agora vamos sentar e avaliar uma nova data para a discussão sobre a reforma do estatuto”, explicou o presidente.

O presidente ressaltou que a comissão prioriza uma votação com todos os docentes das unidades do interior. Já os professores do Campus defendem apenas uma votação sem a presença dos docentes de outros cinco Campi da Ufam, Benjamin Constant, Coari, Humaitá, Itacoatiara, e Parintins.

“Essa greve de caráter precisa ter democracia e transparente com o apoio de todos os docentes”, afirmou.

A pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação (Propesp) da Faculdade De Educação (Faced) da Ufam, Selma Suely Baçal de Oliveira, logo após a confusão, foi retirada do auditório por outros docentes, que saíram em sua defesa.

Estudantes não aprovam greve dos professores neste momento delicado do país

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Ao contrário dos docentes, os alunos até apoiam a greve como ato de reivindicar seus direitos, mas não concordam com uma paralisação neste momento delicado que vive o país, com cortes de verbas pelo governo federal, que reduziu 30% dos recursos para educação.

“O Brasil atravessa vários problemas com crises internas. Não estamos de forma alguma contra o interesse de direitos dos professores, mas o momento não é apropriado para uma greve que só iria atrapalhar nós estudantes”, argumentou Bryan Oliveira, 28, finalista do curso de engenharia.

O professor de odontologia, José Eduardo, afirma que atual conjura de ajuste fiscal e cortes no orçamento não favorece a deflagração de uma greve nacional.

“Não queremos fazer uma greve nacional e não acho justo deflagrar greve somente local para mostrar que somos diferentes”, opinou Eduardo.

Dentre as reivindicações de melhorias no trabalho pelos professores estão: defesa do caráter público, condições de trabalho, garantia de autonomia, reestruturação da carreira e a valorização salarial de ativos e aposentados.

Uma nova reunião será marcada para discutir a paralisação.

Por Josemar Antunes (especial EM TEMPO Online)

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