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Assassinos de militante do PDT foram identificados, diz delegado

Dentre as linhas de investigação, a Polícia Civil trabalha com a possibilidade de acerto de contas relacionada ao tráfico de drogas ou queima de arquivo por motivação política - foto: Polícia Civil

Dentre as linhas de investigação, a Polícia Civil trabalha com a possibilidade de acerto de contas relacionada ao tráfico de drogas ou queima de arquivo por motivação política – foto: Polícia Civil

O assassinato do militante do Partido Democrático Trabalhista (PDT/AM) Alexandre César Ferreira Gomes, 33, ocorrido no dia 16 de fevereiro, está praticamente elucidado, garantiu o delegado titular da Delegacia Especializada de Homicídios e Sequestros (DEHS), Ivo Martins. Segundo ele, os autores do homicídio já foram identificados. Pelo menos três pessoas estão envolvidas no crime.

“Estamos no estágio final das investigações, mas por enquanto não podemos adiantar outros detalhes sobre o caso para não comprometer o andamento do processo. De antemão, posso garantir que, muito em breve, a DEHS irá esclarecer a real circunstância e motivação do crime”, assegurou Martins, ressaltando que os depoimentos prestados pelos familiares e testemunhas foram substanciais na elucidação do caso.

Mais de 20 pessoas já foram ouvidas, de acordo com o delegado Ivo Martins, entre elas a namorada do militante. No depoimento, ela relatou ao delegado uma conversa que teve com Alexandre, pelo WhatsApp, dias antes do crime. Conforme os relatos da namorada, cujo nome não foi revelado, Alexandre César disse estar sofrendo ameaças de morte, mas que estava seguro de que nenhum mal iria lhe acontecer. “Ela não está em Manaus, viajou para o Rio de Janeiro, mas antes disso prestou depoimento sobre o ocorrido. Consideramos todas as informações repassadas”, observou Ivo.

Dentre as linhas de investigação, a Polícia Civil trabalha com a possibilidade de acerto de contas relacionada ao tráfico de drogas ou queima de arquivo por motivação política. “O homicídio é típico de uma execução, levando em consideração as circunstâncias de como o corpo foi encontrado. Tão logo chegarmos à conclusão real dos fatos, iremos esclarecer todos os detalhes à imprensa”, adiantou.
Reconstituição

No último dia 24, uma equipe da DEHS esteve no matagal onde o corpo de Alexandre César foi encontrado, na avenida dos Oitis, bairro Puraquequara, Zona Leste, para realizar a reconstituição do crime.

Uma testemunha participou da reconstituição e informou que estava passando pelo local, quando avistou uma cobra e entrou na mata para tentar matá-la, em seguida ouviu um disparo de arma de fogo. Pela manhã, retornou ao local encontrou o homem morto com as mãos e pés amarrados. Segundo o relatório do Instituto Médico Legal (IML), a vítima foi morta com um tiro de pistola calibre 40, na cabeça. Ainda conforme o órgão, o rapaz não tinha sinais de agressão.

Conforme informações de familiares da vítima à polícia, um dia antes do crime, o militante do PDT saiu da residência onde morava, no bairro Cachoeirinha, Zona Sul, para resolver um assunto pessoal, porém, não retornou para casa. No dia seguinte, o corpo dele foi encontrado, dentro do matagal, por um morador da área.

Por Bruna Amaral

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