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Assassino do cartunista Glauco, Cadu é morto em prisão de Goiás

Carlos Eduardo Sundfeld Nunes, o 'Cadu' morreu durante uma briga dentro do complexo penitênciário - foto: divulgação

Carlos Eduardo Sundfeld Nunes, o ‘Cadu’, morreu durante uma briga dentro do complexo penitenciário – foto: divulgação

Assassino confesso do cartunista Glauco Vilas Boas, em 2010, Carlos Eduardo Sundfeld Nunes, o Cadu, foi morto na manhã desta segunda-feira (4) no Núcleo de Custódia de Aparecida de Goiânia (GO).

A morte ocorreu durante o banho de sol, após uma briga com outro detento, segundo informou, por meio de nota à imprensa, a assessoria da Secretaria de Segurança Pública e Administração Penitenciária do Estado de Goiás.

Segundo a pasta, agentes penitenciários de plantão agiram para tentar apartar a briga entre Cadu e o detento Nilson Ferreira de Almeida. O Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foi acionado e constatou a morte de Cadu no local.

Ferreira se apresentou à direção do presídio e, segundo a Secretaria de Segurança, confessou a autoria do crime. “Disse ter usado uma arma artesanal para se defender durante a briga que teria sido iniciada pela vítima”, diz a nota.

A secretaria informou ainda que será instaurada sindicância e que o caso está sendo apurado pelo Grupo de Investigação de Homicídios de Aparecida de Goiânia.

Cadu foi condenado em agosto do ano passado a 61 anos e 6 meses de prisão, inicialmente em regime fechado, pelos crimes de receptação, porte de arma de fogo e dois latrocínios cometidos em Goiânia, que vitimaram o estudante Matheus Pinheiro de Morais e o agente penitenciário Marcos Vinícius Lemes d’Abadia.

Em 2014, a defesa de Cadu pediu à diretoria do Núcleo de Custódia vigilância redobrada diante do fato de Cadu ter assassinado um agente penitenciário. “Por conta da gravidade do fato que envolve um agente penitenciário, pedimos e mandamos um ofício para mantê-lo em cela isolada e para redobrar a segurança. Os próprios presos podem tentar algo ou ele mesmo pode tentar suicídio”, informou a defesa na ocasião.

Além de Glauco, Cadu também confessou ter matado em 2010 Raoni, filho do cartunista. Eles foram mortos em março daquele ano, em Osasco (SP).

Depois do assassinato de Glauco e de Raoni, Cadu foi preso, mas, em 2011, foi considerado esquizofrênico e declarado inimputável pela Justiça.

Glauco

Nascido em Jandaia do Sul, interior do Paraná, Glauco começou a publicar suas tirinhas no “Diário da Manhã”, de Ribeirão Preto, no começo dos anos 70.

Nos anos de 1977 e 78, Glauco foi premiado durante o 4º e o 5º Salão Internacional de Humor de Piracicaba, respectivamente.

Em 1977, ele começou a publicar seus trabalhos na Folha de S.Paulo de maneira esporádica. A partir de 1985, Glauco passou a publicar suas tiras regularmente no jornal.

Entre seus personagens estão Geraldão, Cacique Jaraguá, Nojinsk, Dona Marta, Zé do Apocalipse, Doy Jorge, Ficadinha, Netão e Edmar Bregman, entre outros. Em 2006, ele lançou o livro “Política Zero”, reunião de 64 charges políticas sobre o Governo Lula publicadas na página 2 da Folha.

Glauco também era líder da igreja Céu de Maria, ligada ao Santo Daime e que usa a bebida feita de cipó para fins religiosos.

Por Folhapress

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