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Assassino de médico diz que agiu em legítima defesa, mas polícia não acredita

O soldado foi atuado por homicídio qualificado por motivo fútil - foto: divulgação

O soldado foi atuado por homicídio qualificado por motivo fútil – foto: divulgação

“Estou arrependido, só me defendi, ele estava muito alterado e partiu pra cima de mim com uma faca”, disse o soldado do Exército Brasileiro, Igor Mateus Negrão e Silva, 19, que matou a facadas o médico Emerson Rios Sena, 56, na última segunda-feira (4). Ele foi apresentado hoje (7) na Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), Zona Leste de Manaus.

O crime ocorreu no apartamento da vítima, no bairro Parque das Laranjeiras, Zona Centro-Sul, e o soldado foi preso na tarde de ontem, dentro do Parque Regional de Manutenção, da 12ª Região Militar, Zona Oeste, após ser reconhecido por militares da Polícia do Exército (PE). O delegado Ivo Martins, titular da DEHS, caracterizou a motivação do crime como fútil e banal.
“Em depoimento ele disse que o médico havia lhe prometido um aparelho celular e estava enrolando para dar o objeto. No dia do crime, os dois estavam bebendo no apartamento da vítima e o tempo todo Igor cobrava o celular. Em determinado momento, o médico, já cansado das cobranças, disse que ia pegar uma cerveja no segundo andar da residência e retornou com uma faca, isso causou estranheza em Igor. Em seguida, ele também pegou uma faca, houve uma discussão entre eles, chegaram a travar luta corporal e, infelizmente, ele acabou matando o médico”, disse Ivo Martins.

O delegado ainda informou que a equipe não acredita que o suspeito tenha agido em legitima defesa e, provavelmente, esteja alegando isso por ser o único recurso de defesa diante de tantas evidências sobre o crime.

Conforme Ivo Martins, o suspeito conhecia a vítima desde do dia 24 de dezembro do ano passado. “Não sabemos precisar qual tipo de relacionamento eles tinham, mas o médico o ajudava financeiramente, podemos dizer que eram amigos íntimos”, concluiu o delegado.

O soldado foi atuado por homicídio qualificado por motivo fútil e ficará preso no Batalhão da Polícia do Exército, na Zona Oeste.

Em nota, o Comando Militar da Amazônia (CMA) lamentou o ocorrido e disse que se mantem a disposição para elucidação dos fatos em busca pela justiça.

Por Mara Magalhães

Colaborou Luís Henrique

 

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