Cultura

Artistas participam de mesa redonda do projeto ‘Dabucuri.2 – 7 Tribos’ na próxima segunda

Artistas buscam diálogo a fim de discutir questões políticas para manter a sobrevivência artística - foto: divulgação

Artistas buscam diálogo a fim de discutir questões políticas para manter a sobrevivência artística – foto: divulgação

As estratégias políticas e culturais para os grupos independentes de dança e teatro de Manaus estarão em debate na última mesa redonda do projeto “Dabucuri.2 – 7 Tribos”, da Índios.com. O bate-papo acontece na próxima segunda-feira (11), às 14h, no Espaço das Cias. (rua Dona Libânia, 300, Centro), e contará com a participação das sete companhias envolvidas na iniciativa, além de representantes dos espaços culturais Coletivo Difusão, DaVárzea das Artes e Casa do Centro. O acesso é gratuito.

Para o ator e diretor Victor Kaleb, da Artrupe Produções (em atividade desde 2012), não é possível separar as questões políticas da vida.

“A comoção política é essencial para a sobrevivência artística, e é quase impossível produzir políticas públicas agindo isoladamente. Um grupo independente é uma questão de sobrevivência e liberdade de criação, mas como garantir essa sobrevivência artística?”, questiona.

Na opinião do artista, o caminho a ser buscado passa pelo diálogo tanto entre os artistas quanto com a sociedade e a força política dos governos. “Parece-me algo ainda em construção e tensionamento, que merece ser constantemente discutido repensado e politizado”.

Jean Palladino, da Cartolas Produções (criada há 3 anos), também destaca o papel das políticas públicas para a cultura nesse processo. “O Dabucuri.2 é um exemplo disso. Sete grupos que dialogam com linguagens distintas, idealizaram e realizaram um mês intenso de atividades para a cidade, garantindo a manutenção de seus espaços independentes, a continuidade de seus espetáculos, e o compartilhamento de seus processos criativos com oficinas. E isso em apenas um edital”.

É nesse sentido que ele acredita que o tempo cada vez maior entre o lançamento de um edital e outro, tanto no nível federal quanto municipal e estadual, pode ser uma ameaçada para a sobrevivência dos grupos independentes.

“É ingênuo acreditar na produção independente sem o apoio desses editais, e tendo em vista um período cada vez mais caótico, a união de grupos em prol de projetos que consigam atender demandas, por menores que sejam, é uma das saídas que enxergo. É pensar este projeto ‘Dabucuri’ multiplicado por outros grupos e em diversos formatos e propostas”, conclui.

O dramaturgo Francis Madson, da Soufflé de Bodó Company (em atividade desde 2013), concorda que a experiência do “Dabucuri.2” pode se refletir nas ações futuras dos grupos que se envolveram na realização do projeto. “Trazer essa reflexão do evento, da existência, da difusão das ações via apresentações, oficinas, debates e criação são modos de movimentos que visam estabelecer novas abordagens dentro dos grupos e suas funções políticas e sociais na cidade de Manaus”, afirma.

Agenda do fim de semana

A segunda fase do “Dabucuri.2” já começou, mas no fim de semana ainda vai ser possível assistir a mais três espetáculos de dança e teatro dos grupos que participam do projeto. “Pietà” (Cia. de Dança Momento), “Inquietações” (Artrupe Produções) e “Réquiem para dois” (Cia. de Intérpretes Independentes) estarão em cartaz no Espaço das Cias. (rua Dona Libânia, 300, Centro) na sexta, sábado e domingo, respectivamente, com sessões gratuitas sempre às 19h.

Sobre o projeto

Com patrocínio do Prêmio Funarte de Dança Klauss Vianna 2014, o “Dabucuri.2 – 7 Tribos” é uma realização da companhia Índios.com e tem o apoio das companhias amazonenses Artrupe Produções, Ateliê 23, Cartolas Produções, Cia. de Intérpretes Independentes, Cia. de Dança Momento e Soufflé de Bodó Company. A programação completa pode ser conferida em http://tinyurl.com/indiospontocom.

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