Cultura

Artistas e intelectuais do Amazonas prestigiam adeus a Moacir Andrade

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Em seu discurso, o poeta Thiago de Mello disse ser grato a Moacir pela convivência e pela arte compartilhada – foto: Ione Moreno

Artistas e intelectuais amazonenses prestigiaram, no início da tarde desta quinta-feira (28), o sepultamento do artista plástico e escritor Moacir Andrade, realizado no cemitério São João Batista, localizado na avenida Boulevard Álvaro Maia, Zona Centro-Sul de Manaus. Moacir, que era uma das figuras mais expressivas da cultura amazônica, não resistiu ao pós-operatório para a retirada de um tumor maligno nas vias biliares e faleceu, aos 89 anos, na tarde de ontem (27).

O corpo do artista estava sendo velado na Academia Amazonense de Letras (AAL), no Centro da cidade, e chegou ao cemitério por volta das 11h30, acompanhado pelos músicos das Forças Armadas. O enterro, previsto para às 11h40, ocorreu depois das 12h, devido às inúmeras homenagens que o artista amazonense recebeu das pessoas que foram dar o último adeus.

Entre os ilustres presentes estavam o poeta e escritor Thiago de Mello e o secretário de cultura do Estado, Robério Braga.

O renomado poeta de Barreirinha afirmou ser grato a Moacir pela convivência e pela arte. “A minha palavra é de gratidão. Tu permaneces dentro de cada um de nós, de todos os que conviveram contigo e com tua arte. Esta que, em muitos cantos do mundo, é celebrada e afirma o poder criador do artista amazonense. Guarde o nosso amor, maninho”, disse Thiago de Mello, em discurso.

A filha mais velha de Moacir, Gracimoema Andrade, disse que o pai deixa de lição exatamente tudo que foi citado por amigos que o homenagearam durante o sepulcro: “trabalho, amor, generosidade, e alegria de viver”.

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O sepultamento ocorreu depois das 12h, no São João Batista – foto: Gerson Freitas

“Meu pai era meu melhor amigo. Foi a pessoa que me ensinou a trabalhar. Ele foi um empreendedor desde muito novo e trabalhou a vida inteira com alegria. Tudo que ele fazia era com esse sentimento”, declarou.

Gracimoema disse ainda que o pai foi um apaixonado pela família, pelos amigos e pelo Amazonas, e que entre suas melhores características estava o dom de incentivar as pessoas. Ela lembra ainda que, mesmo já apresentando problemas de saúde, Moacir manteve as rotinas de atividades. Um dos projetos que sairia nos próximos meses – um painel amazônico todo talhado em madeira – iria para Brasília.

Por Rosianne Couto
Com informações de Gerson Freitas

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