Dia a dia

Artistas dos bois-bumbás saem em defesa do Festival Folclórico de Parintins

Representantes dos dois bumbás se uniram contra o corte de recursos do Festival Folclórico de Parintins - foto: Tadeu de Souza

Representantes dos dois bumbás se uniram contra o corte de recursos do Festival Folclórico de Parintins – foto: Tadeu de Souza

Artistas dos bois-bumbás Caprichoso e Garantido deixaram na tarde desta quinta-feira (28), os respectivos galpões para participar de uma manifestação no bumbódromo contra o corte de recursos do Festival Folclórico de Parintins (distante 369 quilômetros da capital) pelo governo do Estado, bem como a redução de três para duas noites do maior evento cultural do interior da Amazônia.

A manifestação começou por volta das 17h30, os artistas do Garantido chegaram numa carreata e os do Caprichoso, cujo curral é próximo ao bumbódromo, foram a pé ao ritmo de toadas antológicas do boi.

Um trio elétrico foi posicionado e representantes dos dois bois discursaram para os presentes que acompanharam a manifestação. “Estamos juntos porque se a festa acabar quem perde somos nós, isso que querem fazer com o festival é um desamor a Parintins”, disse o universitário Sandro Gomes da Costa, 20.

O artista Juarez Lima, do Caprichoso, disse que o Festival sustenta hoje mais de 500 pais de família. “Na hora que o governo do Estado diminui a cota de patrocínio os bumbás são obrigados a reduzir o número de contratações e todos perdem com isso”.

O compositor Tadeu Garcia, um dos monstros sagrados da poesia vermelha e branca, disse que hoje o Festival Folclórico está para Parintins como o modelo Zona Franca está para Manaus.

“Não podemos deixar a festa enfraquecer mais do que já está, porque ai a economia de Parintins e da região ficará comprometida. Qualquer estudante de turismo sabe que um dos componentes que aquece o setor é o tempo de permanecia do turista na cidade e se houver essa redução o prejuízo é grande”,  pontuou.

O compositor Fred Góes foi outro que participou da manifestação pedindo que haja uma soma de esforços no sentido de evitar perda de recursos do evento. O corte de recursos do governo do Estado seria em função de crise econômica. A redução das noites de disputa não é um assunto discutido ainda abertamente, mas pessoas ligadas às diretorias dizem que essa possibilidade existe.

Em nota oficial, a Secretaria Estadual de Cultura (SEC) declarou “que o percentual do repasse de verbas ao Festival Folclórico de Parintins de 2016 ainda não foi definido. Mesmo diante da crise econômica que atinge a todos os setores do Brasil, o Governo do Estado não anunciou qualquer corte no orçamento, nem redução dos dias de festa no Bumbódromo de Parintins,” diz o texto.

O órgão esclarece ainda que a cada edição, a festa recebe uma receita que vem da esfera governamental e da iniciativa privada e, neste ano, as negociações com as empresas interessadas em patrocinar o festival, ainda estão em andamento.

Referente a redução de três para duas noite de festival a SEC também negou a influencia no quesito e afirmando que “não interfere no regulamento dos Bois de Parintins e qualquer alteração na programação da festa é de responsabilidade dos dirigentes das agremiações”.

Matéria atualizada às 21h28

Por Tadeu de Souza

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