Política

Articulações estão centradas na escolha das chapas majoritárias para prefeitura de Manaus

Faltando 17 dias para iniciar o prazo legal das convenções partidárias, em que serão oficializadas as chapas majoritárias para as eleições municipais, as articulações em torno de pré-candidaturas estão se afunilando. Muito se ouve falar em cabeça de chapa e nada de quem pode compô-la como vice, figura que tem se tornado decorativa nas últimas gestões municipais.

Num cenário em que nove pré-candidaturas já foram anunciadas – Chico Preto (PMN), Eron Bezerra (PCdoB), Henrique Oliveira (SDD), Hissa Abrahão (PDT), José Ricardo (PT), Marcelo Ramos (PR), Marcos Rotta (PMDB), Silas Câmara (PRB) e Professor Queiroz (Psol) –, em nenhuma o nome do vice aparece. Seguem indefinidos em relação às pré-candidaturas o prefeito Arthur Neto (PSDB) e o deputado estadual Serafim Corrêa (PSB).

Pré-candidato a prefeito, o ex-deputado estadual Chico Preto afirma que a busca pelo vice envolve tempo e que tem conversando com o partido para encontrar essa composição. Segundo ele, após as conversas, os nomes começam a emergir. “Essas discussões ainda estão em curso, e outras estão começando. Ainda temos um caminho pela frente”. Ele elenca quais sã os requisitos para assumir o cargo de vice: “Deve ser uma pessoa que não tenha envolvimento com atos de corrupção, que traga experiência, eficiência e coerência. Tem que trazer ousadia nas propostas e caminhadas”. Chico Preto não descarta a possibilidade de buscar um vice em outro partido para construir um programa verdadeiro. “O prefeito e vice precisam ter a confiança e a credibilidade popular”, frisou.

Eron Bezerra afirmou que já há um acordo prévio com PT na busca para fazer uma chapa comum e existem, também, diálogos com o Psol e PCB. “O objetivo é criar uma frente de esquerda, tendo como linha divisória os partidos que são contra o voto. É possível ter uma chapa única e esse é, pessoalmente, o meu desejo”. Para ele, o fato de um candidato lançar a pré-candidatura não significa que haverá sistematicamente uma indicação a vice, e reforça: “Nós estamos propondo uma frente de esquerda e lá na frente iremos definir quem será o vice. Não acho prudente indicar os nomes, porque não estarei dando a opção aos partidos participarem”, disse Eron.

Questionado sobre o perfil que gostaria de ter ao seu lado, Eron afirmou que gostaria de ter uma candidata mulher, que dialogasse com outros segmentos, de preferência em movimentos sociais, juvenis e sindicais. “Isso não quer dizer que esse perfil vai chegar até mim. Os partidos é que devem chegar à conclusão”, acrescentou.
Já o deputado José Ricardo afirmou que ainda não há uma definição quanto ao vice, mas que o partido está se articulando para possíveis alianças. “Caso não haja aliança, vamos ter que decidir internamente mesmo”, disse. Também sem indicações de nomes, ele definiu que o vice deve ter a mesma disposição do candidato principal em debater a cidade de Manaus, debater propostas para melhorar a vida da população.

O petista ressaltou que o prazo para apresentação do vice é até 5 de agosto, último dia das convenções partidárias, mas enfatizou que, caso o PT escolha antecipadamente, será melhor para que possa organizar a campanha.

Vice-governador do Estado, Henrique Oliveira disse que os únicos que não podem ser vices são ele e Arthur (atual prefeito de Manaus). “Eu gostaria muito de ter o Marcos Rotta, o Marcelo Ramos e o Hissa Abrahão como vices. Mas, agora não é o momento para fechar as portas para possíveis alianças, que serão finalizadas nas convenções”, afirmou.

Questionado sobre o que pesa na escolha do vice, ele cita que, primeiro, tem que ser ficha limpa; segundo, deve ser uma pessoa de tecnicidade e que entenda de administração pública e terceiro, que tenha musculatura eleitoral – que já foi testado nas urnas e que agregue valor para sua candidatura”. Em vista dos escândalos políticos em que o Brasil passa atualmente, Henrique descreve que “quanto menos político for, mas vantajoso será. Ele precisa ser filiado e não necessariamente precisa de uma vida política atuante”.

Por Fabiane Morais

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