Política

Arthur ameaça demitir guardas municipais grevistas

O prefeito Artur Neto (PSDB) não gostou da manifestação e ameaçou demitir líderes do movimento grevista- foto: Márcio Melo

O prefeito Artur Neto (PSDB) não gostou da manifestação e ameaçou demitir líderes do movimento grevista- foto: Márcio Melo

Com faixas, carro de som e palavras de ordem reivindicando melhores condições de trabalho e o direito de usar arma de fogo, mais de 160 servidores da Guarda Civil Metropolitana de Manaus fizeram manifestação em frente à Câmara Municipal de Manaus (CMM), na manhã desta segunda-feira (15), durante a abertura dos trabalhos legislativos de 2016.

O prefeito Artur Neto (PSDB) não gostou da manifestação e ameaçou demitir líderes do movimento grevista. O prefeito disse que os guardas municipais não são efetivos e por isso, são passíveis de demissão. “Existe uma minoria de guardas municipais que não compreendem algumas coisas e querem ser tratados como militares. Não compreendem que neste momento não posso dar armas a eles. Posso perfeitamente pegar o cabeça deles e demiti-lo. Não tolero de jeito algum, quebra de hierarquia. Isso que eles estão fazendo é jogo político”, enfatizou o prefeito irritado.

O presidente da Associação da Guarda Civil Metropolitana de Manaus (Agcmm), Ulisses Santos, afirmou que os guardas municipais estariam sofrendo perseguições, escala de serviços abusivos , assédio moral, além da falta de condições de trabalho.

Sinteam também fez manifestação na CMM

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas (Sinteam), Marcos Libório, também se manifestou na frente da Câmara Municipal de Manaus (CMM). Ele disse que está faltando merenda escolar em várias escolas municipais e muitos professores estão sem condições de trabalho. “Como as demais categorias queremos melhores condições de trabalho. O prefeito Artur Neto tem dinheiro para arma todo esse circo aqui alugando ônibus para trazer cabos eleitorais para vim para a Câmara Municipal e os professores estão desvalorizados em escolas sem condições de trabalho”, disse Libório.

Por Augusto Costa

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