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Artesãos protestam contra saída da Tenreiro Aranha e complicam trânsito no Centro

Para os camelôs, eles dizem que a os clientes “já estão acostumados” com o comércio local- foto: Ione Moreno

Para os camelôs, eles dizem que a os clientes “já estão acostumados” com o comércio local- foto: Ione Moreno

Um grupo de camelôs e artesãos realizam na manhã desta segunda-feira (10), no Centro de Manaus, um protesto contra a transferência da praça Tenreiro Aranha, após anúncio de reforma do local pela prefeitura. O ato acontece na avenida Floriano Peixoto, causando congestionamento no trânsito. De lá os manifestantes devem seguir para a sede do executivo municipal, na Compensa, Zona Oeste.

Para os camelôs, a transferência irá prejudicá-los. Alegando trabalhar na praça há quase 20 anos, eles dizem que a os clientes “já estão acostumados” com o comércio local e a mudança dificultará mais ainda as vendas, que já estão fracas por conta da crise econômica do país.

Um dos líderes do protesto, que se identificou como Paulo Martins, disse que o grupo seguirá em passeata até a frente da sede da Prefeitura, para confrontar o secretário David Valente Reis e o prefeito Arthur Neto. “Não assinamos nem recebemos nenhum documento informando essa nova alocação. Não queremos ofendê-los, queremos ser ouvidos”, salientou Martins.

O grupo seguirá em passeata até a frente da sede da Prefeitura- foto: Ione Moreno

O grupo seguirá em passeata até a frente da sede da Prefeitura- foto: Ione Moreno

Em nota, na última sexta-feira (7), a Secretaria Municipal de Trabalho, Empreendedorismo, Abastecimento, Feiras e Mercados (Semtef) informou que cerca de 45 artesãos da praça Tenreiro Aranha seriam realocados a partir de hoje (10) para a rua José Clemente, também no Centro. O motivo da transferência é o início das obras de restauração do local, que foi contemplado com os recursos do projeto ‘PAC Cidades Históricas’.

A saída dos artesãos foi acertada pelo secretário da Semtef, David Valente Reis, e o subsecretário do Centro Histórico, Glauco Francesco, em reunião na sexta (7), com os trabalhadores, no auditório da secretaria do trabalho, localizado na rua Carvalho Paes de Andrade, bairro São Francisco, Zona Sul.

Glauco Francesco disse que a rua José Clemente é um espaço provisório, até que a prefeitura construa o espaço do artesanato na Ponta Negra-foto: divulgação/Semtef)

Glauco Francesco disse que a rua José Clemente é um espaço provisório, até que a prefeitura construa o espaço do artesanato na Ponta Negra-foto: divulgação/Semtef)

De acordo com Reis, amanhã terça-feira (11), a prefeitura receberá em Manaus a visita de um representante nacional do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), que vai assinar o Termo de Cooperação Técnica com o prefeito Arthur Virgílio Neto para o começo das obras da Praça. “A Praça será toda restaurada e estamos dando um novo local para esses trabalhadores”, disse o secretário.

Glauco Francesco disse que a rua José Clemente é um espaço provisório, até que a prefeitura construa o espaço do artesanato na Ponta Negra, Zona Oeste.

Por equipe EM TEMPO Online

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