Economia

Artesãos da ‘Feira Tenreiro Aranha’ aumentam produção para atender demanda dos turistas

As peças são produzidas em Manaus, pelos próprios artesãos responsáveis pelas bancas, mas também por artistas de municípios distantes da capital como, por exemplo, São Gabriel da Cachoeira - foto: divulgação

As peças são produzidas em Manaus, pelos próprios artesãos responsáveis pelas bancas  – foto: divulgação

A menos de uma semana dos jogos Olímpicos do Rio 2016, os artesãos da Feira de Artesanato Tenreiro Aranha, no Centro histórico, ampliaram a produção de peças, de olho nos turistas que virão a Manaus prestigiar as partidas de futebol na Arena da Amazônia. Fundada há 20 anos, a feira recebeu reparos dos artesãos em parceria com a Prefeitura de Manaus, e reúne o que o Amazonas tem de melhor no artesanato produzido por indígenas e ribeirinhos.

Segundo o vice-presidente da Associação dos Artesãos da Feira Tenreiro Aranha (Associarte), Antônio Carlos Azevedo Batalha, 27, no local, que fica na Av. Floriano Peixoto, entre as Ruas José Paranaguá e Lima Bacuri, no Centro, próximo a Praça da Polícia, há 34 barracas instaladas, que vendem peças com escamas de pirarucu, penas, madeira, sementes e caroços, que resultam em acessórios como cocares, colares, brincos, carrancas, palitos de prender cabelo, pulseiras, tiaras, arcos e flechas, chocalhos, camisas ecológicas, fantasias folclóricas e outros.

As peças são produzidas em Manaus, pelos próprios artesãos responsáveis pelas bancas, mas também por artistas de municípios distantes da capital como, por exemplo, São Gabriel da Cachoeira, das mãos de indígenas da etnia Ticuna, e de Benjamim Constant, dos índios Apurinã. Há ainda criações dos ribeirinhos de municípios como Parintins, Autazes, Rio Preto da Eva, Itacoatiara, Presidente Figueiredo e Iranduba, como os artesãos da comunidade do Janauari.

Para quem gosta da representação regional que as peças possuem, há todo tipo de preço para não deixar de levar uma lembrança para casa ou para um amigo. De acordo com Antônio Carlos, entre as peças mais baratas na feira estão os imãs de geladeira e chaveiros a R$ 3 e duas por R$ 5. Daí pra frente, dependendo do gosto e da disposição do comprador, há acessórios de R$ 100 a R$ 200 e grandes lembranças que podem custar mais de R$ 500.

A artesã Ivone Duque, 63, que é uma das fundadoras da feira, que nasceu na Praça Tenreiro Aranha – hoje está em reforma -, promete novidades aos visitantes. “Sempre busco fazer algo diferente naquilo que faço de melhor. Busco sempre trabalhar com peças autenticas”, disse. Há mais de 40 anos na atividade, ela trabalha principalmente com fantasias indígenas e do sertão, como o cangaço, mas também com acessórios. “Nossa esperança é que os turistas estrangeiros e brasileiros venham conhecer o nosso trabalho”, comentou.

Para quem busca o encanto de um cocar ou uma fantasia de destaque, colares, brincos, pulseias e tiaras, vai encontrar na barraca da artesã Mara Coelho, 55. Natural da comunidade do Janauari, do município de Iranduba, ela está na feira há 3 anos, a espera da entrega da Central do Artesanato Branco e Silva, na zona Centro-Sul, onde produzia as suas peças.

Ela que começou na atividade quando criança produzindo apenas pulseiras com sementes de tento, hoje é uma artistas das mais talentosas desse segmento. “Comecei com artesanato e depois passei 11 anos trabalhando no comércio. Saí de férias e nunca mais voltei porque me reencontrei com o artesanato”, contou.

Com informações da assessoria

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