Dia a dia

Artesão é morto com três tiros, dentro de casa, no Dom Pedro

A família da vítima desconfia de uma dupla para a qual a vítima havia emprestado uma moto, posteriormente roubada – foto: Josemar Antunes

A família da vítima desconfia de uma dupla para a qual a vítima havia emprestado uma moto, posteriormente roubada – foto: Josemar Antunes

Com três tiros no peito, o artesão José Augusto Almeida da Silva, o ‘Gugu’, 36, foi executado por volta da meia-noite desta segunda-feira (14), no beco Pedro Teixeira, bairro Dom Pedro I, Zona Oeste de Manaus.

Conforme relatos, a vítima estava sentada na frente da casa onde morava com a mãe, quando foi surpreendida por dois homens.

Moradores contaram que, ao ser atingida pelo primeiro disparo, a vítima correu em direção à residência, mas os assassinos invadiram o local e efetuaram mais dois disparos. Em seguida, a dupla fugiu.

‘Gugu’ ainda foi socorrido por populares até a rua Parque dos Franceses, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. A cunhada da vítima, identificada como Keyla, confirmou que ele era usuário de drogas, mas mantinha suas atividades como artesão.

Familiares disseram ainda que ‘Gugu’ estava recebendo ameaças de morte por questionar o desaparecimento de uma motocicleta modelo Honda há três meses. Ele havia emprestado o veículo a duas pessoas identificadas apenas como ‘Railan’ e ‘João’, que se recusaram a pagar pelo sumiço da moto.

“Eles disseram que o veículo tinha sido roubado. Por conta disso, o ‘Gugu’ passou a questioná-los. Railan não gostou e passou então a ameaça-lo e, por várias vezes disse que era mais fácil lhe matar que pagar pela moto”, explicou a cunhada de ‘Gugu’.

A mãe da vítima, Hilda Almeida da Silva, 59, estava dormindo quando o filho foi baleado. “Eu acordei com a confusão e vi o meu filho sujo de sangue”, disse Hilda, confirmando que o filho era usuário de drogas.

Inicialmente, a ocorrência foi atendida por policiais militares da 2ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom), mas a investigação ficará a cargo da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS).

Por Josemar Antunes

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