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 Arrecadação do ICMS no Amazonas registrou queda recorde em maio  

A Secretaria de Estado da Fazenda do Amazonas (Sefaz-AM) divulgou nesta sexta-feira (3) nota técnica em que mostra o agravamento da atividade econômica do Estado. De janeiro a maio, a queda na arrecadação tributária foi de 7,12%, sendo que o Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), principal fonte da receita do Estado, fechou o mês de maio com R$ 579,3 milhões, o que representa um recuo de 17,09% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram arrecadados R$ 698,4 milhões.

A retração de R$ 119 milhões em maio é a maior desde o início do ano. No acumulado dos cinco primeiros meses de 2016, a receita de ICMS do Estado foi de R$ 2,882 bilhões. No mesmo período de 2015, chegou a R$ 3,133 bilhões e em 2014 foram arrecadados R$ 3,379 bilhões.

Por outro lado, a Sefaz-AM informou que, em maio, houve um incremento extra na Receita do Estado de R$ 345,4 milhões, que estavam depositados judicialmente em razão de ações de cobrança efetuados pelo Estado, fruto da atividade de fiscalização da Secretaria.

A nota diz que a situação delicada do Estado, diante da queda na arrecadação fiscal, “foi minorada de forma pontual em maio, em razão dos esforços desenvolvidos pelo Governo do Estado, por intermédio das equipes técnicas da Sefaz-AM e da Procuradoria Geral do Estado (PGE), que trabalharam no sentido de implementar a autorização da Lei Complementar (LC) 151, promulgada em agosto de 2015, de ter acesso a 70% dos recursos depositados judicialmente em ações que envolvam os Estados”.

A Sefaz-AM enfatizou que a recuperação de receitas é uma questão pontual do mês de maio e que não deve se repetir nos meses subsequentes. “É preciso distinguir o quadro econômico, que se mantém com atividade reduzida, da situação pontual positiva obtida neste maio de recuperação de receitas”, disse por meio do documento.

A pasta explicou que o recuo é reflexo a retração da economia amazonense, impactada pela crise econômica nacional, em razão do tipo de bens produzidos no Estado. Principalmente os bens de consumo duráveis não essenciais, produzidos pelo Polo Industrial de Manaus (PIM), que são os primeiros a ter seu consumo reduzido no quadro de incerteza e de temor da perda do emprego.

Com a queda no volume de produção da atividade industrial, a Sefaz-AM observou que a retração se espraia para os demais setores da economia amazonense. “Enquanto não houver a retomada do crescimento nacional, o Amazonas vai ser impactado mais que todos os demais Estados”, avaliou.

Por outro lado, a pasta disse que a situação delicada foi minorada de forma pontual em maio, em razão dos esforços desenvolvidos pelo governo do Estado, por intermédio das equipes técnicas da Sefaz-AM e da PGE, cujo esforço resultou na transferência de depositado judicialmente.

Com informações da assessoria

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