Dia a dia

Área verde da Ufam é terreno fértil para proliferação do Aedes

Apesar dos esforços para evitar criadouros do mosquito, moradores do entorno da instituição temem a proliferação de mosquitos. - Foto: Márcio Melo

Apesar dos esforços para evitar criadouros do mosquito, moradores do entorno da instituição temem a proliferação de mosquitos. – Foto: Márcio Melo

Com uma área de floresta nativa de mais de 6 milhões de metros quadrados, o campus central da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), no Coroado, Zona Centro-Sul, preocupa estudantes e moradores do entorno, em virtude dos focos do mosquito Aedes aegypti, causador da dengue, chikungunya e o zika vírus.Em um breve passeio pelos arredores do campus é fácil encontrar garrafas pets, copos descartáveis e estruturas inacabadas de prédios com água acumulada. O acúmulo de lixo no campus universitário – onde estudam 40 mil alunos – é visível.

Para a universitária Natália Rebouças, do curso de Artes Visuais, as pessoas ainda não têm a dimensão do que representa o acúmulo de lixo, que pode ser um criadouro do mosquito. “Sempre que vejo um lixinho jogado procuro tirá-lo do chão e colocá-lo no seu devido lugar”, disse.

O combate ao mosquito, de acordo com o prefeito do campus universitário, Atlas Augusto Bacelar, tem sido incentivado dentro do corpo docente e discente e é uma ação rotineira. “Temos feitos todos os esforços e tivemos duas ações em que a gente usou esses dias como ‘Dias D’. Envolvendo todos os nossos servidores terceirizados, mais de 260 pessoas que fazem o trabalho de rotinas diariamente. Isso está sendo rotineiramente, e é feito pelos brigadistas de combate ao Aedes aegypti. Temos esses brigadistas aqui, treinados pelo Ministério da Saúde”, afirmou Bacelar.

Segundo o prefeito, o local de mais atenção são os locais em que estão passando por reformas, prédios antigos que estão sendo demolidos e reformados e os materiais como telhas, tijolos entre outros, são feitas limpezas constantes para não virar criadouros. “Pedimos a colaboração da população no sentido de que se ela identificar algum foco, venha comunicar à prefeitura do Campus e nos ajude. Como também pedimos que as pessoas não joguem lixo dentro do campus, que é uma área extensa. É preciso que todos tenham consciência disso”, solicitou.

Para a moradora do Coroado, Francisca Almeida, as pessoas não devem jogam lixo dentro da área de mata nativa, pois além de prejudicar a fauna e a flora, geram impacto negativo e criadouros do transmissor. “O combate é difícil, mas a população precisa colaborar. Com essas chuvas e o calor logo o mosquito pode nos picar e trazer muitas doenças”, afirmou.

Além do combate efetivo, outras ações de conscientização são feitas em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) e a Vigilância Epidemiológica da Ufam com o Programa Saúde na Escola, dando orientações em escolas com o objetivo de guiar professores e estudantes sobre à prevenção e combate ao mosquito.

Por Stênio Urbano

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