Economia

Área tecnológica pode atrair R$ 600 milhões para o AM

Recursos deverão ser injetados graças à mudança na Lei de Informática – fotos: Divulgação

A mudança na Lei de Informática permitirá às empresas que recebem incentivos da Zona Franca de Manaus (ZFM) a possibilidade de direcionarem parte de seu faturamento bruto ao Programa Prioritário de Economia Digital, que promete mudar o potencial tecnológico da Região Norte. A alternativa poderá trazer investimentos no setor tecnológico de quase R$ 600 milhões em 2017.

Com a adesão ao programa, as empresas que, atualmente, são obrigadas a investir 5% do faturamento bruto em pesquisa e desenvolvimento (P&D), poderão redirecionar 4,5% a sete projetos de P&D no Amazonas. O direcionamento de 100% dos recursos obrigatórios destinados a P&D ao programa vai excluir a obrigatoriedade das empresas de emitir os relatórios anuais a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), dando praticidade e agilidade à prestação de contas dos recursos destinados a P&D.

Além da exclusão da emissão dos relatórios a Suframa, as empresas poderão escolher em quais das sete áreas do programa vão aportar os recursos. As empresas investidoras poderão, ainda, usar a verba de sua contrapartida de P&D para ter participação acionaria em “startups” (empresas que estão no início de suas atividades e buscam investir em atividades inovadoras) e “Spin offs” (quando o projeto se converte em empresa ou em licenciamento), a partir do programa. As novas diretrizes passam por elaboração dentro do programa prioritário.

A alternativa poderá trazer investimentos de quase R$ 600

Vantagens

De acordo com o diretor do Programa Prioritário do Instituto de Desenvolvimento Tecnológico (INDT), Clemilton Gomes, umas das vantagens é que as empresas poderão direcionar um recurso para um determinado projeto que esteja dentro do programa e, desta forma, segundo ele, elas poderão até fortalecer uma das áreas de interesse.

Exemplo disso, segundo Gomes, são as empresas que desejam aumentar projeto nas áreas de monitores.

Nesse caso, elas poderão destinar o recurso para o segmento especifico. “Outro fator é as empresas que sentem necessidade de determinada melhoria de um processo, pois elas podem investir naquele determinado processo e se auto beneficiar do sistema gerado”, afirma o diretor do INDT.

Outro benefício, segundo o diretor do programa prioritário, é que as empresas que não cumpriram determinadas partes do Processo Produtivo Básico (PPB) poderão complementar com o programa prioritário, ou do pagamento de programas anteriores, ou ainda do residual de aplicações de programas anteriores de informática.

“Em 2016, você tinha R$ 1 milhão para aplicar, mas aplicou R$ 900 mil e sobrou um residual de R$ 100 mil e não dar para fazer um projeto por completo, neste caso, você pode pegar esse montante e aplicar no programa prioritário”, enfatiza o diretor do INDT.

Henderson Martins
EM TEMPO

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