Dia a dia

Área desmatada na Zona Norte equivale a quatro Arenas da Amazônia, diz Semmas

Cenário é de destruição nos 30 hectares de área que foram ocupados irregularmente na Zona Norte – foto: Luís Henrique

Cenário é de destruição nos 30 hectares de área que foram ocupados irregularmente na Zona Norte – foto: Luís Henrique

Escondidas em barracos dentro da mata, ao menos 80 famílias invadiram uma área verde de mais de 30 hectares, equivalente a, aproximadamente, quatro Arenas da Amazônia, conforme estimativas da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas). O terreno está localizado no conjunto Cidadão 2, no bairro Santa Etelvina, Zona Norte, e de acordo com os moradores de bairros das proximidades, os invasores desmataram o terreno, dividiram os lotes e colocaram à venda por até R$ 3 mil cada lote.

Uma ação de reintegração de posse já está em curso para a retirada dos invasores. Conforme o secretário da Semmas, Itamar de Oliveira Mar, ações de retiradas são feitas rotineiramente e mesmo assim os grupos de invasores sempre retornam para o local. “A retirada dessas pessoas está dependendo apenas do Judiciário, pois precisamos de aparato policial para poder retirar os invasores. O mapeamento é grande, isso significa que mais de 30 hectares já foram devastados. Já fizemos várias retiradas e mesmo assim essas pessoas retornam. Isso é um trabalho permanente”, disse.

O secretário afirmou ainda que questões de invasões não são novidade para a população. Ele explicou que na maioria das vezes os moradores são amparados pelo tráfico de drogas. “Não é algo simples de se neutralizar. Existem situações que o próprio narcotráfico financia. O correto é continuar nosso combate, pois é um trabalho de persistência. O foco de invasão não para, eles saem de um local e se instalam em outro. Sabemos que eles são bem organizados por isso”, argumentou.

Na manhã de ontem (18), a equipe de reportagem esteve nas dependências da invasão e percebeu a presença de moradores armados que evitam a aproximação de pessoas estranhas. “Eles estão sempre armados com foices e machados. Depois das 17h, ninguém passa por perto, somente gente que eles (invasores) já conhecem. Eles geralmente passam a madrugada queimando folha e desmatando as árvores. A cada dia que passa o terreno fica maior e os casebres, mais firmes. Há até casa com tijolo”, disse uma consultora de cosméticos de 44 anos, moradora do bairro Mundo Novo, também na Zona Norte, que não quis se identificar.

Reflorestamento

Um levantamento elaborado pela Semmas dá conta de que outras 19 áreas em Manaus também sofrem com a ação de invasores. Em dezembro de 2015, antigos ocupantes da Área de Proteção Ambiental (APA) onde foi criada a invasão Cidade das Luzes, no bairro Tarumã, Zona Oeste, também foram retirados, e desde então o local continua devastado, com muito entulho e lixo.

Por Luís Henrique

Do Agora

1 Comment

1 Comment

  1. aldenor Franco

    25 de julho de 2016 at 08:33

    A invasão no puraquequara quem vai pro flutuante. Acontece e ninguém faz nada. Não há controle. O povo ai instalado não precisa de casa é pura negociata. As autoridades não veem para preservar os votos. é uma vergonha.

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