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Área de preservação ambiental, ocupada no Riacho Doce, corre risco de desmoronamento

A equipe de reportagem esteve no local e constatou as irregularidades, após a denúncia - foto: Josemar Antunes

A equipe de reportagem esteve no local e constatou as irregularidades, após a denúncia – foto: Josemar Antunes

Uma Área de Preservação Permanente (APP), localizada na rua Ana Granjeiro, na comunidade Riacho Doce 2, bairro Cidade Nova, Zona Norte de Manaus, está sendo ocupada ilegalmente por famílias há pelos menos três meses. No local, cerca de 11 casebres foram erguidos na encosta do barranco, causando impacto ambiental. Algumas casas foram construídas com alvenaria, madeira e lonas para garantir a propriedade e correm risco de desmoronamento.

Alguns terrenos estão sendo comercializados entre R$2 mil a R$ 4 mil. A área de preservação abriga animais silvestres, como o sauim-de-coleira, uma das espécies amazônicas mais raras e ameaçadas de extinção. Há mais de 20 anos o terreno permanece  com pouca infraestrutura.

A equipe de reportagem esteve no local e constatou as irregularidades, após a denúncia. Em toda a extensão da área ocupada, os invasores atearam fogo e desmataram a vegetação, além de escavarem as encostas do barranco.

Um dos moradores da comunidade, que reside há mais de cinco anos, o pedreiro Luciano Magalhães da Silva, 43, informou que todas as famílias foram cadastradas no mês de agosto deste ano pela Defesa Civil do município, após a visita do prefeito Arthur Virgílio Neto, em maio.

“Até agora nada foi feito em prol das famílias que residem na comunidade Riacho Doce. Os agentes municipais realizaram o cadastro informando que uma área residencial alocaria as famílias, e a área seria desocupada por apresentar riscos”, disse o pedreiro.

A professora Deozilene Costa, 39, afirmou que, além do problema da ocupação, o desvio do abastecimento de água e quedas de energia elétrica vêm ocorrendo com frequência,  e, em muitos casos, causa a interrupção do fornecimento por mais dez horas.

“As ligações clandestinas acabam causando transtornos e prejuízos com a perda de alguns produtos eletrônicos. O problema é tão sério, que de 15 em 15 dias, os transformadores acabam explodindo por conta sobrecarga elétrica”, argumentou.

Os moradores apontam que as ruas da comunidade estão em péssimas condições de infraestrutura. A linha 040 de transporte coletivo que atende o local é a única, e segundo eles, se os buracos e lama persistirem nas ruas a tendência é ficar sem o transporte.

Ainda na comunidade, existe uma Casinha de Saúde – UBS 17, localizada na rua Plutão, além de um campo de futebol para o lazer dos moradores.

A área verde ainda abriga na adjacência a comunidade Campo Dourado, e os conjuntos Canaranas, Oswaldo Frota e o residencial Cidadão 2.

A assessoria da Defesa Civil municipal informou que os moradores que estão ocupando a área de risco foram notificados e precisam  sair, pois no lugar pode haver desmoronamento de terra a qualquer momento. Uma nova visita técnica deverá ser feita em breve no local, mas ainda sem data definida.

Por Josemar Antunes

1 Comment

1 Comment

  1. maciel

    15 de outubro de 2015 at 08:44

    Essas pessoas que invadem áreas de APP e APA deveriam ser obrigadas a reparar os danos causados para servir de exemplo para outros que tem intenção de invadir e destruir áreas protegidas.

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