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Aproximadamente 300 pessoas participam de caminhada pelo Dia Nacional do Surdo

Os participantes, em sua maioria estudantes com seus familiares, carregavam cartazes nas mãos. Eles estavam com lábios pintados de azul ou  portavam fita com a cor do ‘orgulho surdo’. - foto: Karine Pantoja

Os participantes, em sua maioria estudantes com seus familiares, carregavam cartazes nas mãos. Eles estavam com lábios pintados de azul ou portavam fita com a cor do ‘orgulho surdo’. – foto: Karine Pantoja

Aproximadamente 300 pessoas participaram na manhã desta sexta-feira (26) de uma caminhada em comemoração ao Dia Nacional do Surdo. Estudantes e integrantes da comunidade surda da capital se concentram na praça Heliodoro Balbi e seguiram até o Largo de São Sebastião, Centro, Zona Sul de Manaus.

De acordo com Marcelo da Costa, presidente da Associação dos Surdos de Manaus (Asman), além demonstrar a importância da data comemorativa, o ato que faz parte do chamado ‘Setembro Azul’, também faz reivindicações de melhorias para os surdos, como a acessibilidade de comunicação em provas.

“Estamos incentivando e melhorando a condição do surdo na sociedade. Estamos mostrando as lutas das escolas bilíngues para os surdos. O vestibular é muito difícil para os surdos, estamos lutando ara que o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) que seja acessível através de Libras. Queremos criar essa acessibilidade em forma de vídeo. Será perfeito”, concluiu Costa.

Segundo a estudante Luana Mayane, 20, a população deveria se interessar em aprender a língua de sinais para uma maior interação.

“Faço parte de uma escola inclusiva. É muito difícil, porque nem todos os ouvintes sabem a língua de sinais. Eu sinto essa falta de comunicação, mas estou muito feliz de ver muitas pessoas envolvidas nessa caminhada”, disse a estudante.

Os participantes, em sua maioria estudantes com seus familiares, carregavam cartazes nas mãos. Eles estavam com lábios pintados de azul ou  portavam fita com a cor do ‘orgulho surdo’. A cor simboliza o silêncio dos surdos perseguidos e mortos por causa do nazismo durante a Segunda Guerra Mundial.

Por Cecília Siqueira (EM TEMPO Online)

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