Economia

Após um primeiro semestre ruim, varejo de Manaus vai de promoção para recuperar vendas

Ofertas começam a ficar mais comuns nas lojas da cidade de Manaus – foto: Ione Moreno

Ofertas começam a ficar mais comuns nas lojas da cidade de Manaus – foto: Ione Moreno

Depois de um semestre em que mais de 500 lojas fecharam em Manaus e, aproximadamente, 4 mil empregos foram perdidos, segundo dados da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Manaus (CDL-Manaus), empresários apostam nas promoções para o segundo semestre para começarem a se recuperar.

O presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Amazonas (Fecomércio-AM), Roberto Trados, afirma que o setor está disposto a fazer promoções porque precisa movimentar capital. “O empresário compra mercadoria com 60 dias de prazo para pagar e precisa vendê-la em 30 dias para pagar os títulos. Quando a economia para, não tem como vender, e ele acaba não honrando o prazo”, explica.

O presidente da CDL-Manaus, Ralph Assayag, diz que a movimentação no comércio deverá ser maior, ainda em agosto, em razão do Dia dos Pais. “Promoções, vamos ter sempre. Agora todos trabalham para tentar vender no Dia dos Pais e aproveitar o momento”, aponta.

Apesar da expectativa, Tadros observa que fatores como a indecisão política puxam para trás o setor e atrasam a recuperação, uma vez que o empresário não tem segurança na economia do país, com a troca de governo. “A expectativa é que comércio se recupere. Mas, precisamos da confiança dos empresários no governo. Todos nós esperamos uma definição rápida em agosto, porque essa indefinição tem contribuído para a queda dos investimentos”, avalia Trados.

O presidente da CDL-Manaus diz acreditar também que o fator-chave é a confiabilidade do empresário, que vai aumentar com a decisão sobre o comando presidencial do país. “Infelizmente, nós ainda teremos que esperar o mês inteiro para saber quem será o presidente da República, mas depois de feito isso virão mais investidores de fora, e até mesmo os investidores nacionais vão querer fazer algo, sabendo que o país vai começar a entrar no trilho”, analisa.

Ralph Assayag comenta ainda que se os prognósticos se concretizarem, até o fim do ano, a expectativa é estar em situação bem mais confortável, para já preparar os planejamentos de 2017.

Por Joandres Xavier

 

 

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