Dia a dia

Após rombo, secretário de saúde do AM discute medidas para evitar suspensão de assistência na rede pública

Ao final da manhã desta quinta-feira (22), o titular da Secretaria Estadual de Saúde do Amazonas (Susam), Pedro Elias, esteve reunido com dois, dos três, administradores das unidades prejudicadas com o desvio de R$ 112 milhões, descobertos na operação ‘Maus Caminhos’, para discutir medidas emergenciais que impeçam a suspensão da assistência aos usuários da rede pública, especialmente os de pronto-atendimento. A ideia defendida pelo secretário é a de que os administradores sensibilizem os funcionários que estão com salários atrasados para não abandonarem os postos de trabalhos.

“Precisamos garantir a assistência ao usuário de rede pública de saúde, especialmente nos setores de urgência e emergência. Após isso, trataremos de assuntos administrativos, mas, nesse momento, precisamos oferecer atendimento à população”, disse.

O secretário disse ainda que os diretores se comprometeram em apresentar um relatório técnico até o final da tarde. Na ocasião, Pedro Elias informou que um trabalho conjunto com o Fundo Estadual de Saúde está sendo realizado para avaliar os contratos de empresas existentes com a Susam, para possíveis cancelamentos.

“Esse é o segundo ponto dessa reformulação no modelo de gerenciamento das unidades. As medidas administrativas impostas pela justiça é justamente substituir os contratos em vigor. Essa situação será discutida com outros órgãos, inclusive com a Procuradoria Geral do Estado (PGE). As avaliações já foram feitas, agora emitiremos um relatório final”, ressaltou.

Na tarde da última quarta-feira, Pedro Elias nomeou oficialmente os servidores da Susam, Maria de Lourdes Ribeiro Siqueira para administrar o Centro de Reabilitação em Dependência Química do Estado do Amazonas, André da Silva Alves para gerenciar UPA 24h e maternidade ‘Enfermeira Celina Villacrez Ruiz’ e Valéria Costa de Matos para ser a diretora da UPA 24h Campos Salles.

No documento publicado pela Susam, o secretário destaca que a intervenção objeto da portaria terá prazo de vigência de 90 dias, prorrogáveis á critério da administração e que a competência dos interventores estará adstrita à adoção de medidas necessárias ao regular desenvolvimento dos serviços de saúde inerentes aas unidades em questão.

Já o superintendente da Polícia Federal no Amazonas (PF-AM), Marcelo Rezende, informou que todos os acusados capturados durante a operação ‘Maus Caminhos’, que revelou o esquema fraudulento de desvio de recurso da saúde no estado, deflagrada na última terça-feira, em Manaus, continuam presos. Ainda segundo Rezende, as investigações continuam e outros envolvidos no ato criminoso podem ter as prisões preventivas expedidas pela justiça, nos próximos dias.

Finalizando, o superintendente da PF-AM disse que devido a grande quantidade de documentos apreendidos na operação, o serviço de perícia ainda não foi concluído. Rezende não divulgou uma previsão de quando os trabalhos desta ação devem ser encerrados.

Por Gerson Freitas

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