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Após reuniões com prefeito, novas paralisações no transporte são descartadas em Manaus

Na manhã de hoje (16), mas de 100 mil pessoas foram prejudicadas com a greve dos rodoviários - foto: divulgação

Na manhã de hoje (16), mais de 100 mil pessoas foram prejudicadas com a greve dos rodoviários – foto: divulgação

Estão descartadas novas paralisações no sistema de transporte coletivo em Manaus. A decisão saiu no início da noite desta segunda-feira (16), depois que o prefeito Arthur Neto (PSDB) recebeu dirigentes dos sindicatos dos Trabalhadores em Transporte Rodoviários de Manaus (STTRM) e das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram).

Após duas rodadas de negociações, ficou encaminhado que as categorias entrarão em acordo junto às instâncias trabalhistas, impedindo que outros movimentos prejudiquem os usuários de ônibus.

Segundo o prefeito, que pela manhã já havia dito que esperava um diálogo mais aberto entre as partes, a Prefeitura de Manaus também anunciou às categorias algumas medidas para facilitar o acordo. Estas novas diretrizes serão implementadas pelo Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização de Trânsito (Manaustrans), em parceria com a Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU).

“Nesta semana, uma nova Faixa Azul começa a ser instalada do Terminal 3, na Cidade Nova, até a Constantino Nery. Isso aumenta a velocidade dos ônibus, gerando economia e transportando mais pessoas. O prazo para conclusão é de 20 dias; vamos aumentar a fiscalização na cidade para impedir que veículos clandestinos façam o transporte de passageiros ilegalmente, com ajuda da Polícia Militar (PM); e abrir um estudo para revisar as linhas de forma geográfica, adequando os itinerários”, explica o prefeito.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores, Givanci Oliveira, a questão do aumento salarial da categoria será decidida em nova audiência na Justiça. Em reunião, o Sinetram se mostrou favorável a reajustar os vencimentos em um valor que seja bom para ambos, desde que sejam respeitados todos os prazos legais e sem pressão ou ameaça de greve nas empresas do setor.

“Vamos ter uma nova rodada de reunião com Justiça Trabalhista, mas já estamos descartando outras paralisações. O prefeito Arthur Neto soube intermediar bem a situação e já deixamos encaminhado como este aumento será dado, com prazos e parcelamentos discutidos e assinados por todos. Estamos satisfeitos, pois assim a população não sofrerá mais as consequências de uma discussão entre patrões e empregados”, afirmou Givanci.

Conforme o Sinetram, entre 2011 e 2016, a tarifa de Manaus foi reajustada em apenas 14,58%, sendo que, no mesmo período, o reajuste foi de 50,73% em São Paulo; 39,62% em Belo Horizonte; 52% no Rio de Janeiro; 33,33% em Cuiabá; 48% em Curitiba; 38,89% em Porto Alegre; e 37,50% em Fortaleza. Porém, as equalizações propostas em reunião com o prefeito permitirão que o valor seja mantido.

“Entendemos que o momento econômico do País é ruim. Vamos continuar o diálogo. Queremos que estas reuniões entre empresários e poder público sejam mais rotineiras. Assim conseguimos melhores soluções”, disse o presidente do sindicato, Carmine Furletti.

Com informações da assessoria

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