País

Após quatro meses, professores decidem encerrar greve nas federais

Professores e funcionários decidiram encerrar a mais longa greve já registrada nas universidades federais, que durou 139 dias.

A decisão pela saída unificada da greve foi tomada após assembleias das categorias na última semana. A estimativa do movimento é que 39 universidades ainda estejam em greve.

Segundo informações do Andes-SN, sindicato que representa os professores, a previsão é que as atividades sejam retomadas até sexta-feira (16). Algumas universidades, porém, já devem voltar às aulas a partir desta terça (13).

Apesar do fim da paralisação, ainda não há acordo entre os docentes e o MEC (Ministério da Educação). O grupo pretende continuar as negociações nos próximos dias.

Entre as reivindicações dos docentes, estão reestruturação da carreira e reajuste salarial de 27,3%. O objetivo é repor perdas com a inflação desde 2010, segundo o secretário do Andes Jacob Paiva. Ele rebate o argumento de que o reajuste seja inviável diante da crise financeira.

“A crise está atrelada a opções políticas. Não concordamos que mais uma vez quem vai pagar a crise são os servidores públicos federais”, diz.

Questionado, o MEC afirma que novas reuniões devem ser agendadas com os sindicatos que representam docentes e servidores. Ainda não há datas definidas para os encontros.

FUNCIONÁRIOS

Enquanto os professores ainda devem continuar as negociações, a Fasubra, entidade que reúne sindicatos de funcionários técnicos-administrativos, decidiu assinar um acordo com o governo após oferta de reajuste salarial de 5,6% para agosto de 2016 e 5% em janeiro de 2017.

O acordo também prevê reajuste em benefícios como auxílio-saúde e alimentação a partir de janeiro do próximo ano, medidas que levaram ao retorno das atividades na última quinta-feira (8).

A mais longa greve das universidades federais foi alvo de críticas do novo ministro da Educação, Aloizio Mercadante, durante cerimônia de transmissão do cargo.

“Não podemos ter greves de três, quatro meses. Falta mais diálogo, mais negociação, menos intransigência e mais responsabilidade com o aluno”, disse.

Por Folhapress

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