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Após protesto de vigilantes, empresa se compromete a pagar salários atrasados

O ato ocorreu em frente ao prédio da empresa, da rua Tito Bitencourt, bairro São Francisco, Zona Sul da capital - foto: Conceição Melquíades

O ato ocorreu em frente ao prédio da empresa, da rua Tito Bitencourt, bairro São Francisco, Zona Sul da capital – foto: Conceição Melquíades

Após aproximadamente 120 funcionários da terceirizada Vigilantes e Seguranças da Amazônia Ltda (Visam) protestarem na manhã desta sexta-feira (8) devido atraso dos salários, a empresa se comprometeu em depositar os proventos dos trabalhadores. O ato ocorreu em frente ao prédio da empresa, da rua Tito Bitencourt, bairro São Francisco, Zona Sul da capital.

Para o diretor do Sindicato dos Empregados em Empresas de Segurança e Vigilância de Manaus (Sindevam), Adolfo Torres, a empresa se responsabilizou em depositar até às 16h de hoje o pagamento dos vigilantes.  Torres informou que caso não for cumprido o combinado, os trabalhadores voltarão a protestar até receberem o pagamento.

O diretor disse ainda que a empresa, de certa forma, não tem culpa pelos atrasos. “Não é culpa da empresa esse atraso. As instituições que os trabalhadores da vigilância atuam, são bancos, escolas, hospitais, universidades, indústrias e órgãos públicos, que vem tendo redução de funcionários em seu quadro, devido o ‘enxugamento’ do governo que, na intenção de reduzir gastos tem demitido trabalhadores”, disse torres.

Já o presidente do sindicato, Ângelo André Lima, há mais de quatro meses a empresa tem efetuado o pagamento com atrasos de até 15 dias, alegando não ter o repasse do governo, por isso, não consegue cumprir com o pagamento da folha dos funcionários.

“Os vigilantes estão revoltados com essa situação, desde antes da eleição do governador José Melo, o pagamento sai com atraso e isso prejudica os funcionários. A maioria mora alugado, alguns pagam pensão alimentícia, correndo risco de serem presos pelo não cumprimento de suas obrigações”, relatou.

A reportagem do EM TEMPO Online entrou em contato com a Secretaria de Estado de Comunicação (Secom) informando que vai enviar uma nota a respeito do assunto.

Por Conceição Melquiades (especial EM TEMPO Online)

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