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Após promoção relâmpago, gasolina volta para R$ 3,59

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Em menos de duas semanas, o preço da gasolina voltou a subir em alguns postos de Manaus. O valor saiu de R$ 3,49 para R$ 3,59.


O segmento, que amarga queda em suas vendas, foi forçado a diminuir o preço para que o consumidor que estava abastecendo menos volte a comprar combustível.
Entretanto, conforme os donos dos postos, a promoção adotada nas últimas semanas não trouxe o fluxo desejado de clientes.
Dois postos que haviam aderido à ideia de baixar o preço do combustível conciliaram o pensamento de que a promoção não deu frutos e não justificava continuar com os R$ 0,10 a menos.
Conforme o chefe de pista do posto Atem, Francisco Cruz, mesmo com a promoção, não houve mudanças no comportamento dos clientes.
“Ficou elas por elas. Não mudou muita coisa por conta do preço, e não foi só aqui, todos os outros estabelecimentos subiram os preços também porque não fez muita diferença”, comentou.
Segundo a gerente do posto L. Queirós, da empresa Petrobras, Ana Grandal, a promoção foi necessária para que os clientes voltassem a abastecer com uma maior frequência, mas o que era esperado não aconteceu.
“A nossa expectativa não foi correspondida. Os clientes não passaram a abastecer mias por conta do valor menor”, afirmou Ana ao ressaltar que a decisão de voltar a praticar o preço a R$ 3,59 foi dos superiores de sua empresa e não especificamente do posto que ela dirige.
Os consumidores não gostaram do novo aumento no preço do combustível e também questionam o valor de R$ 3,59.
De acordo com o marceneiro José Luiz Pontes, 40, o valor está ficando a cada dia mais inacessível e, além disso, o atual cenário força a retração da clientela.
“É um absurdo. A cada R$ 0,10 eles aumentam o lucro deles. Não tem como manter a rotina de abastecimento com esses valores”, pontuou.
Para a secretária administrativa Suzana Lima Silveira, 29, os condutores deveriam abastecer com uma mínima frequência. “Todos que possuem carro deveriam abastecer menos, quem abastecia três vezes por semana deveria abastecer uma vez em forma de protesto, pois isso é um absurdo com os consumidores”, declarou.
A secretária disse ainda que a promoção dos postos durou pouco. “Se eles realmente quisessem aliviar o bolso do consumidor, deixariam a promoção por um período maior de tempo. Não tem como ter resultado positivo em pouco mais de uma semana. Se eles continuassem baixando o preço, mesmo que pouco, iria chover de clientes”, assegurou.
Ambos os postos citados são no bairro Parque 10 de Novembro, Zona Centro Sul da capital. Os mesmos também foram ouvidos no período em que fizeram a promoção do combustível.

 

Por Asafe Augusto

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