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Sob pressão popular, Câmara de Vereadores de Iranduba aceita pedido de cassação do prefeito Xinaik

Participaram da sessão, nove dos 13 vereadores da Câmara de Iranduba – foto: Ione Moreno

Participaram da sessão, nove dos 13 vereadores da Câmara de Iranduba – foto: Ione Moreno

 

A Câmara de Vereadores de Iranduba, na Região Metropolitana de Manaus, aceitou, por unanimidade, na manhã desta terça-feira (17), o pedido de cassação do prefeito Xinaik Medeiros, protocolado ontem pelo Conselho de Cidadão do município.

Preso no último dia 10 de novembro, Medeiros é suspeito de envolvimento em um esquema que desviou mais de R$ 56 milhões em verbas públicas da prefeitura, o que motivou o Conselho a se mobilizar pela cassação.

A sessão foi acompanhada por, pelos menos, 200 eleitores, que estavam fazendo pressão na porta da Câmara.

Os trabalhos foram abertos por volta das 9h30, presididos pelo vice-presidente da casa, vereador Francisco Elaime (PSC). Nove dos 13 parlamentares da casa estava presente na sessão, já que os demais estão presos ou foragidos também por envolvimentos em falcatruas investigadas pela Polícia Federal.

O pedido de cassação foi lido por Elaime com base no Decreto Lei 2001, de fevereiro de 1967. Agora, o trâmite todo para avaliação de admissibilidade pela procuradoria da casa e votação leva 90 dias, a partir da notificação do prefeito.

Foram definidos para compor a comissão processante os vereadores Ernandes Rocha (presidente), Antônio Irapuan Sampaio (relator) e Nedy Santana (membro).

Após a sessão, a população que acompanhou tudo vibrou com a decisão e saiu do plenário para lavar as calçadas da Prefeitura e da Câmara.

Abaixo-assinado

Também nesta terça-feira, um abaixo assinado com mais de duas mil assinaturas em favor da cassação está sendo entregue aos vereadores. O objetivo dos organizadores é chegar cinco mil assinaturas até o fim da semana, mas a parte com as duas mil já coletadas será entregue ainda hoje.

Também está prevista para hoje uma carreata de pelo menos mil veículos pela sede urbana da cidade. A ideia é mostrar a indignação do povo com todos os acontecimentos denunciados pelo Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE) na operação Cauxi, que levou à prisão do prefeito e de alguns de seus principais secretários.

Por equipe EM TEMPO Online

Colaborou Ive Rylo

Texto atualizado às 12h e 13h30 para inserção de informações

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