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Após pedir diálogo, ministro Edinho Silva é ameaçado de morte na internet

O autor das postagens tem um perfil ativo nas redes sociais - foto: reprodução/Facebook

O autor das postagens tem um perfil ativo nas redes sociais – foto: reprodução/Facebook

Um dia depois de ter feito um apelo à retomada do diálogo e da tolerância no debate político, o ministro Edinho Silva (Comunicação Social) foi alvo de uma ameaça de morte em sua página pessoal do Facebook.

Na quinta-feira (31), o ministro afirmou à imprensa que era preciso “baixar o tom” de enfrentamento. “Nós vamos baixar o tom ou vamos esperar o primeiro cadáver?”, indagou. “Se algo não for feito, não tenham dúvida de que isso vai ocorrer.”

Já nesta sexta (1º), o ministro postou em sua página na rede social um link para uma entrevista em que retomou a pregação pelo diálogo. Foi no espaço destinado aos comentários desta postagem que ocorreram as ameças.

“Olha Edição Silva [sic], filho da puta, quem vai morrer é você e os petistas”, escreveu o internauta. “Não ande tão tranquilo. Já tem gente na sua cola. Comunista filho da puta.”

O autor das postagens tem um perfil ativo nas redes sociais. Ele publica textos contra o PT e a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff, no Facebook, além de uma série de notícias relacionadas ao escândalo da Petrobras.

A última mensagem postada pelo autor da ameaça é um vídeo que prega a intervenção militar e que cita, de forma distorcida, a fala feita por Edinho nesta quinta.

“Edinho Silva veio falar que se nós não baixarmos o tom vai morrer gente. Estamos sendo ameaçados por esses vermelhos filhos da mãe. Cadê o povo, cadê o Exército, quem vai nos defender?”, indaga o homem que aparece no filme.

Procurado, o ministro Edinho Silva disse que comunicou o episódio ao Ministério da Justiça. Ele classificou a ameaça como “mais um exemplo do grau de intolerância que existe no país”.

“Hoje as pessoas falam em matar de uma forma simplista, como se isso não significasse nada. Mais uma vez digo que é preciso que todas as lideranças que têm responsabilidade com o país tomem iniciativas que combatam a intolerância”, afirmou.

Por Folhapress

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