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Após operação, cracolândia está sem barracos, mas tráfico na rua é intenso

Três dias após a Prefeitura de São Paulo realizar uma operação na cracolândia, no centro da cidade, que terminou em confronto com usuários de drogas, o fluxo -aglomeração de pessoas para venda e consumo de crack- está intenso na rua.

Na tarde deste sábado (2), centenas de pessoas bloqueavam a alameda Dino Bueno, impedindo a passagem de carros e pedestres. Os barracos montados na calçada -foco da ação da prefeitura na última quarta (29-, porém, não foram reerguidos.
Por outro lado, há dependentes de crack espalhados por todas as ruas do entorno de onde ficava a “favelinha”, agora desmontada.

O cerco aos frequentadores da cracolândia, a fim de evitar a construção de novos barracos, continua firme: há homens da Guarda Civil Metropolitana em todas as esquinas.

A Polícia Militar, que havia “desaparecido” do local no dia seguinte à operação da prefeitura, também mandou dezenas de policiais para a cracolândia no início da tarde deste sábado (2). O contingente, porém, havia diminuído por volta das 16h.

A principal queixa dos frequentadores da cracolândia agora é que os guardas-civis têm proibido a circulação de carrocinhas de catadores de recicláveis pelo local. Segundo uma moradora, algumas carrocinhas foram apreendidas pela GCM e por homens da limpeza urbana na sexta-feira (1º).

Os guardas-civis que atuam na área negaram ter feito apreensões. Afirmaram que a ordem é não deixar que carroças carregadas de papelão e madeira circulem por ali para evitar que o material sirva para a construção de novos barracos.

Operação

Na quarta (29), a prefeitura fez uma operação na cracolândia para remover as moradias precárias ali construídas -usadas tanto para consumo como para venda de crack. O município mantém no local o programa Braços Abertos, que dá trabalho e moradia aos dependentes químicos.

Houve confusão e confronto entre usuários de drogas e policiais.

Conforme a Folha de S.Paulo noticiou, auxiliares do prefeito Fernando Haddad (PT) conversaram com traficantes de drogas que se apresentaram como líderes da área antes de iniciar a operação, para tentar evitar que houvesse violência.

A iniciativa da gestão Haddad gerou críticas da oposição, como as do vereador Andrea Matarazzo (PSDB), e foi defendida por aliados, como o vereador petista Paulo Fiorilo e o secretário municipal de Direitos Humanos, Eduardo Suplicy.

Por Folhapress

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