Economia

Após novas regras, amazonenses dispensam trabalho das domésticas

As novas regras trabalhistas para os empregados domésticos obrigaram famílias amazonenses a substituí-los pelos serviços de diaristas. Na tentativa de fugir dos encargos tributários e economizar no período de crise, o profissional sem vínculo empregatício passou a ser a opção mais procurada por quem não quer abrir mão de ter alguém para cuidar dos serviços em casa

A professora Cristina Tomás, 51, dispensou a empregada, que trabalhou por 4 anos em sua casa, logo que o assunto do Simples Doméstico – que entrará e vigor a partir do dia 2 de outurbo – passou a ser discutido. Segundo ela, a medida foi para economizar.

“A diarista vem uma vez por semana. Por cada diária eu pago R$ 100. Estou economizando e muitas amigas minhas fizeram o mesmo. Eu não condeno a lei e acho justo que as empregadas tenham os direitos assegurados, pois existem pessoas exploradas pelos seus patrões. O único problema é que o Brasil passa por uma crise e acho que as domésticas vão ser afetadas pelo desemprego”, observou.

Uma empresária, que preferiu não se identificar, optou por abrir mão dos serviços da empregada, que trabalhava de segunda a sábado em horário comercial em sua casa.

Para não correr o risco de procurar alguém desconhecido, negociou com a mesma pessoa os afazeres domésticos três vezes por semana. Agora, a empresária paga o valor de R$ 500 pelas três diárias, sendo que antes tinha que arcar com um salário de R$ 1 mil, economia de 50%.

Exceções

Em contrapartida aos empregadores que demitiram domésticas, a professora Viviane Oliveira Araújo, 38, preferiu manter a secretária do lar por questões de segurança e confiança, mesmo que tenha que pagar a mais por essa decisão. Ela contou que assina a carteira de “dona Juci” e, atualmente, paga um salário mínimo acrescido de R$ 125 referente ao vale-transporte.

“É bom para os empregados, pois é uma segurança para quando eles saírem dos empregos. Prefiro pagar a mais e garantir os direitos dela. É difícil de achar alguém de confiança, tanto que outros empregados já me roubaram e maltrataram minha filha. Com a dona Juci, já estou há 3 anos. Ela foi um achado”, contou Viviane.

Por Cecília Siqueira

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